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Mourão diz que governo estenderia auxílio se tivesse verbas, e apoia Guedes

11.mai.2020 - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo estenderia o auxílio emergencial se tivesse dinheiro - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
11.mai.2020 - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo estenderia o auxílio emergencial se tivesse dinheiro Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

07/10/2020 12h58Atualizada em 07/10/2020 13h10

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou hoje que o governo federal estenderia o auxílio emergencial se tivesse dinheiro para tanto, e apoiou o ministro da Economia, Paulo Guedes, que negou a prorrogação da ajuda para além de dezembro deste ano, segundo a Reuters.

"Aquela história, né? Mais uma vez, temos dinheiro para pagar? Se tivesse dinheiro para pagar, a gente prorroga, melhora, faz qualquer coisa. Mas, se não tem dinheiro para pagar...e o ministro Guedes é o dono do cofre e o cara que sabe a situação que nós vivemos", declarou Mourão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), compartilhou no Twitter matéria sobre a negativa de Guedes e escreveu que "a posição da Presidência da Câmara é a mesma".

O apoio também de Maia a Guedes acontece após uma pacificação anunciada entre ele e o ministro da Economia, embora não ponha fim a brigas entre a equipe econômica e ala de parlamentares.

O 'jantar da paz' de segunda-feira (5) foi articulado por ministros com bom trânsito no Congresso que tentam aproximar Maia e Guedes para não travar o andamento de pautas de interesse do governo no Parlamento.

O auxílio emergencial, inicialmente em parcelas de R$ 600 e, depois, de R$ 300, vai até dezembro deste ano, duração também do estado de calamidade pública causado pela pandemia do coronavírus. O governo busca uma maneira de apresentar um novo programa social que substitua o Bolsa Família e que sirva como uma espécie de extensão do auxílio.

Havia uma expectativa de que o relatório com a criação do programa fosse apresentado hoje pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC), mas, sem acordo entre Congresso e equipe econômica, ficou para a semana que vem.