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Bolsonaro diz que pandemia não compromete economia no longo prazo

31.mai.21 - Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes participam de Fórum de Investimentos - Reprodução/TVBrasil
31.mai.21 - Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes participam de Fórum de Investimentos Imagem: Reprodução/TVBrasil

Lucas Valença

Do UOL, em Brasília*

31/05/2021 10h22Atualizada em 31/05/2021 13h55

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que a pandemia "não tem o poder de comprometer o longo prazo de uma das maiores economias do mundo" e que o Brasil está "preparado para oferecer oportunidades únicas a investidores de todo o mundo" devido ao potencial e à segurança jurídica e econômica do país.

A declaração foi dada durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, também marcaram presença no evento.

"A atual crise sanitária enseja preocupações, mas não tem o poder de comprometer o longo prazo de uma das maiores economias do mundo. O Brasil está preparado para oferecer oportunidades únicas a investidores de todo o mundo por suas potencialidades, assim como por sua segurança jurídica e econômica", disse o presidente.

Bolsonaro destacou as "metas expressivas" do fórum, que conta com a participação de 101 países. Segundo o presidente, serão apresentados, ao longo do evento, 60 projetos com um potencial de investimentos de US$ 72 bilhões. "A partir das propostas apresentadas, a expectativa é de o Brasil receber US$ 50 bilhões em investimentos, de forma a gerar 22 mil empregos entre 2021 e 2022", disse o presidente, acrescentando que a economia brasileira "já retomou seu crescimento e geração de empregos".

Durante seu discurso, Bolsonaro também afirmou que nunca considerou como opostos o desenvolvimento e a sustentabilidade, mas que "deseja sim, ver o investimento, a ciência, a tecnologia e a inovação se converterem em aumento de emprego e renda às populações amazônicas".

Neste contexto, o presidente defendeu uma intensificação e uma maior interação econômica com países do Mercosul e da América do Sul.

Também presente no encontro, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, tentou minimizar as críticas internacionais ao governo com relação à postura ambiental e defendeu o desenvolvimento sustentável.

"Nosso código florestal, é bom lembrar, foi concebido para restringir excesso de desmatamento e estimular o reflorestamento e a recuperação do solo e fazer do Brasil, permanentemente, um dos países com as mais vastas áreas protegidas de todo o planeta", disse.

Em meio a uma possível crise elétrica, o ministro enfatizou que a matriz energética no país é "exemplar e três vezes mais limpo do que a média mundial".

"Evoluímos cedo e de modo rápido para a utilização de pontos renováveis como a eólica e os biocombustíveis", afirmou.

Vítimas da covid-19

Durante o evento, Bolsonaro também disse se solidarizar com as famílias que perderam parentes em decorrência da pandemia do novo coronavírus, mas afirmou que o Brasil vive uma "evolução positiva" com relação à crise sanitária.

"Manifesto meu pesar às famílias das vítimas. (Mas) Diante dos naturais desafios que o país vem enfrentando, há evolução positiva. O Brasil já aplicou mais de 65 milhões de doses de vacinas", enfatizou.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 874 mortes decorrentes da covid-19 e já totaliza mais de 462 mil mortes por conta da doença.

Segundo informações divulgadas pelo Fórum, o evento contou com representantes de 37 setores da economia e com cerca de 20 embaixadores. No entanto, 58 países foram representados.

O presidente participou do evento internacional promovido pela Apex-Brasil e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) do Palácio do Planalto por meio de videoconferência.

*Com Agência Brasil