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Saldo de R$ 5 bilhões em conta de idosa americana era negativo, diz banco

Julia Yonkowski, dos EUA, foi até o caixa eletrônico fazer um saque quando percebeu que tinha um saldo bilionário em sua conta - Reprodução/WGNTV
Julia Yonkowski, dos EUA, foi até o caixa eletrônico fazer um saque quando percebeu que tinha um saldo bilionário em sua conta Imagem: Reprodução/WGNTV

Do UOL, em São Paulo

22/06/2021 16h13Atualizada em 22/06/2021 17h23

Julia Yonkowski, norte-americana que ficou surpresa com saldo de quase US$ 1 bilhão em extrato bancário da sua conta no sábado (19), na verdade nunca teve esse valor na sua conta, segundo o seu banco. E mais, a cifra que aparecia no extrato era o inverso disso.

Na manhã de hoje, o canal de TV WFLA falou com um representante do Chase Bank, que explicou que o saldo visto no extrato de Julia não era positivo, mas sim um saldo negativo que foi listado como sendo de quase US$ 1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual.

O representante explicou à reportagem da TV que esse é um método de prevenção de fraude usado para congelar uma conta, sendo esse o motivo pelo qual Julia não conseguiu sacar seus US$ 20 no caixa eletrônico.

"Meu Deus, eu fiquei horrorizada. Sei que a maioria das pessoas pensaria que ganhou na loteria, mas fiquei horrorizada", disse Julia à rede de TV quando viu o saldo em um primeiro momento, achando que os números a transformavam numa bilionária.

Contudo, ontem Julia descobriu que esse procedimento de tornar uma conta bloqueada com saldo negativo não é incomum. A conta dela era usada em conjunto com seu marido, que morreu recentemente - o que foi comunicado ao Chase Bank.

Por sua vez, o banco disse que a mulher foi sinalizada sobre a necessidade de regularizar a situação, mesmo que ela havia tornado-se a única proprietária da conta "por meio de sobrevivência" após a morte do marido.

O banco afirmou que as pessoas são obrigadas a entregar a documentação adequada em uma situação como essa para evitar o congelamento da conta bancária conjunta.

O UOL entrou no site do banco e confirmou ser preciso apresentar cópia da certidão de óbito para que parte da conta da pessoa que morreu seja transferida ao coproprietário da conta conjunta.

Ao canal de TV eles ainda disseram que o escritório executivo da entidade entraria em contato com Julia para resolver o problema e ressaltaram que eles tomam essas medidas para proteger contas de pessoas que morreram contra fraudes.

A reportagem da TV WFLA perguntou se era um protocolo padrão adotar tal medida que deixa o saldo negativo "bilionário" para bloqueios de conta, mas o representante afirmou que não poderia responder esse questionamento.

Depois de toda essa situação, Julia disse esperar que sua história seja usada como lição educativa para quando alguém encontrar saldos "suspeitos" e incompatíveis com sua condição financeira usual.