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Bolsonaro sugere venda direto da distribuidora para baratear gás de cozinha

"Uma vez por mês, teu caminhãozinho vai lá [na refinaria] e compra 100 botijões de gás", explicou Bolsonaro - Reprodução/YouTube
"Uma vez por mês, teu caminhãozinho vai lá [na refinaria] e compra 100 botijões de gás", explicou Bolsonaro Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

19/08/2021 21h15Atualizada em 19/08/2021 21h32

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu hoje permitir a venda de gás de cozinha direto das distribuidoras para baixar o preço do botijão, que já passa de R$ 100 em algumas regiões do país. Ele também pediu a governadores que zerem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre o produto em vez de oferecerem "vale-gás".

"Acho que, em vez do vale-gás, se zerar o imposto estadual ICMS... Vai ser excelente. Sabe por quê? Porque nós podemos começar a tratar da venda direta do botijão de gás, a exemplo do etanol. Você pode pegar o teu caminhãozinho para tua comunidade ali... Uma vez por mês, teu caminhãozinho vai lá e compra 100 botijões de gás", disse Bolsonaro durante sua live semanal.

"ICMS está zerado, porque o governador do teu estado vai zerar. O PIS/Cofins, eu zerei aqui. O frete do caminhãozinho, vocês pagam do condomínio. Margem de lucro? Zero", completou.

Não precisa ter lucro para quem for entregar lá, é um trabalho comunitário. Pode ter certeza: no máximo R$ 60 vai ficar o valor do botijão de gás. No máximo! Metade do preço atual.
Jair Bolsonaro, durante live

Na semana passada, Bolsonaro já havia acusado os vendedores de gás de cozinha de se aproveitarem dos mais pobres ao cobrarem preços altos.

"O preço do bujão de gás está em R$ 130, em média, enquanto na refinaria custa R$ 45. Quando andamos pelas casas dos mais pobres, eles falam que o gás de cozinha está apertando o sapato, que estão cozinhando com lenha. É verdade. O povo precisa saber quem é o responsável pelo preço que está lá em cima", afirmou.

PIS/Cofins zerado

Ainda durante a live, Bolsonaro anunciou que está conversando com o ministro Paulo Guedes, da Economia, para avaliar a possibilidade de zerar o PIS/Cofins — um imposto federal — que incide sobre o óleo diesel já em janeiro de 2022. Segundo o presidente, a medida deve ter impacto de R$ 17 bilhões nas contas públicas, que seriam compensados com a redução de subsídios dados a outros setores.

"Temos que reduzir 10% dos subsídios no corrente ano. E quando há redução, há margem para se fazer isso chegar em outro local. Os 10% são da ordem de R$ 15 bilhões. Devemos achar R$ 17 bilhões para tapar um buraco. Faltam R$ 2 bilhões, mas a gente vai se virar", afirmou.

Não vou dizer que vou conseguir [zerar o PIS/Cofins], mas conversei com o Paulo Guedes e existe uma chance -- não me cobrem porque está em estudo ainda -- de zerarmos o PIS/Cofins do diesel a partir de janeiro do ano que vem. Hoje em dia arrecadamos algo na ordem de R$ 17 bilhões. Temos que achar algo compensador para isso, não basta dar uma canetada.
Jair Bolsonaro, durante live

(Com Estadão Conteúdo)

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