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Falta de chuva, variante delta e eleição ameaçam reduzir PIB em 2021 e 2022

João José Oliveira e Antonio Temóteo

Do UOL, em São Paulo e Brasília

01/09/2021 09h00

Racionamento de energia por falta de chuvas, piora da pandemia de covid-19 e tensões na eleição presidencial são alguns dos principais riscos para a economia do Brasil neste e no próximo ano, segundo economistas ouvidos pelo UOL.

A variante delta é extremamente transmissível, tendo elevado muito o número de casos nas economias avançadas. Essa variante já chegou ao Brasil e vem se tornando a predominante. Nas economias avançadas, o intervalo entre a identificação da delta e o aumento expressivo dos casos foi de, em média, 90 dias. Dessa forma, é particularmente importante monitorar a pandemia em setembro
José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos

Camargo aponta seis riscos que podem afetar o PIB (Produto Interno Bruto) ainda em 2021 e no próximo ano. São eles:

  • aumento nos casos de covid-19 decorrente da variante delta
  • alta da inflação
  • seca e racionamento de energia
  • risco político e eleitoral
  • rápida redução dos estímulos econômicos pelo governo dos EUA
  • escassez de insumos industriais

Aumento de gastos públicos preocupam, diz economista

A economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour, declara que, entre os principais riscos para a economia ainda em 2021 estão a inflação, o aumento dos gastos públicos e uma piora do cenário internacional.

Estamos mais pessimistas com os fatores internos, preocupados com a inércia inflacionária, com a fragilidade das nossas regras fiscais e com o agravamento da crise hídrica
Solange Srour, economista-chefe do Credit Suisse

Para 2022, ela diz que a incerteza eleitoral, a eventual continuidade da alta dos preços e um aumento de juros maior do que o esperado são os principais riscos para o crescimento.

Incertezas eleitorais chamam atenção, diz analista

Para o estrategista-chefe do Modalmais, Felipe Sichel, há dois principais riscos para o crescimento econômico brasileiro.

O primeiro está relacionado à desaceleração da atividade global, em especial dos Estados Unidos e da China. Os dois países ditam os rumos da economia do mundo e demandam produtos exportados pelo Brasil.

O segundo risco, segundo Sichel, está ligado ao cenário de incerteza eleitoral no Brasil, que pode contribuir para que as famílias e as empresas adiem decisões de consumo e de investimentos.

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