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Bolsonaro rebate sugestão de Lula de auxílio a R$ 600: 'Irresponsabilidade'

Jair Bolsonaro defendeu Auxilio Brasil de R$ 400, mas disse ser inviável aumento para R$ 600 - Reprodução/Facebook
Jair Bolsonaro defendeu Auxilio Brasil de R$ 400, mas disse ser inviável aumento para R$ 600 Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

27/10/2021 12h49Atualizada em 27/10/2021 14h15

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje, em entrevista para a TV Jovem Pan News, que o Auxílio Brasil não é eleitoreiro e rebateu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu na última semana um auxílio de R$ 600, em vez dos R$ 400 pretendidos pelo atual governo.

A declaração vem no momento em que Bolsonaro tenta viabilizar o valor de R$ 400 para turbinar o programa que substituirá o Bolsa Família em 2022, ano de eleições. Ao mesmo tempo que defendeu o esforço para aprovar o novo valor, o presidente disse que é inviável aumentar ainda mais o valor, como sugerido por Lula.

Não podemos ter 17 milhões de pessoas famintas por aí, isso é uma injustiça. [Auxílio Brasil] Não é um projeto eleitoreiro, tanto que Lula falou que se fosse ele daria R$ 600. Mas eu peguei herança do Bolsa Família, está em R$ 192 a média. Por que você [Lula] não acertou lá atrás?
Jair Bolsonaro, em entrevista à Jovem Pan News

Para viabilizar o valor de R$ 400, o governo sinaliza com o estouro do teto de gastos e depende da aprovação da PEC dos Precatórios pelo Congresso Nacional. Neste cenário, o dólar tem subido e a Bolsa de Valores caído. Na semana passada, houve uma debandada na equipe no ministério da Economia — quatro servidores do alto escalão pediram exoneração.

Para Bolsonaro, um aumento ainda maior no valor traria efeitos colaterais que diminuiriam o impacto do benefício. Apesar de refutar ser uma medida eleitoreira, o presidente admite que tem ouvido sugestões para apostar no Auxílio Brasil visando as eleições de 2022.

"Parece que quando se aproxima o ano eleitoral, todos têm ideias maravilhosas. Imagina se eu falo que será R$ 600, o que acontece com a Bolsa e o dólar? Quando se fala em dólar e Bolsa, vem combustível e inflação. Não adianta passar de R$ 200 para R$ 600, 200% de aumento, se o alimento vai subir 400%. Seria irresponsabilidade", disse.

"Muita gente chega e diz para você subir para R$ 600, que você está garantido numa eleição. Peraí, não vamos falar de política. Tenho uma responsabilidade até final de 2022", completou.

Críticas a Lula, líder nas pesquisas

A menos de um ano das eleições, Bolsonaro tem aumentado a carga nas críticas a Lula, que aparece na liderança das pesquisas eleitorais.

Na semana passada, ao comentar sobre o assunto, disse que o PT sempre defendeu um valor maior para o auxílio, de R$ 600. O ex-presidente se referiu ao novo programa como "auxílio emergencial", mas o que está sendo tratado neste momento pelo governo é o valor do Auxílio Brasil.

"Se alguém acha que vai ganhar o povo porque vai dar salário emergencial de R$ 600, paciência. Eu acho que o povo merece os R$ 600 e ele tem que dar, não tem que ficar inventando, e nós reivindicamos isso. Não podemos querer que o povo continue na miséria por causa das eleições de 2022", disse o petista.

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