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Agronegócio

Soluções para pequenos agricultores serão apoiadas em projeto do Facebook

Viviane Taguchi

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/11/2021 04h00

Dez startups brasileiras que desenvolvem soluções para o agronegócio, principalmente para facilitar a vida dos médios e pequenos agricultores, vão receber apoio do Facebook (agora chamado de Meta).

As agtechs, como são conhecidas essas startups do agro, foram escolhidas para receber investimentos, remodelar seus negócios e atrair mais investidores. O projeto é da Meta e da Baita Aceleradora, uma empresa do parque tecnológico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Os valores de investimentos não foram divulgados.

Entre as startups escolhidas, que são de várias partes do país, estão uma fintech, empresa que cria soluções mais fáceis para o agricultor obter crédito, e agtechs que atuam em setores como cultivos hidropônicos, pecuária leiteira, comercio de grãos e de insumos pecuários, piscicultura e carnicicultura, que é o cultivo de camarões.

O Campo Digital foi o primeiro programa de aceleração de startups com soluções para a agricultura na América Latina que recebeu investimentos da Meta.

Membros da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Embrapa Agricultura Digital, da Inova Unicamp, da Unifei e do Instituto de Pesquisas Eldorado também participaram da avaliação dos projetos, que considerou a relevância das propostas para a solução gargalos enfrentados pelos agricultores, além do atendimento aos objetivos do programa: melhorar produtividade, eficiência ou sustentabilidade no campo.

As startups escolhidas, agora, passarão os próximos quatro meses participando de sessões de mentoria conduzidas pela Meta e pela Baita, com orientações para definir objetivos e avaliar o modelo de negócio, palestras, workshops e networking com investidores, hubs e profissionais do agronegócio.

As startups ainda passarão por programas de capacitação técnica de especialistas da Esalqtec, que é a incubadora de empresas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq), da Universidade Federal de Itajubá, do Instituto de Pesquisas Eldorado e da Unicamp, reconhecidas pela formação de profissionais e desenvolvimento de tecnologia para o agronegócio.

Em abril de 2022, quando o programa termina, as startups definirão, juntamente com a Baita, como irão oferecer suas soluções de forma independente e ainda apresentarão, em um evento, seus modelos de negócios a investidores do agronegócio.

As startups que receberão investimentos são a AgroForte (fintech), de São Paulo, a Fuga pras Colinas, de Tapiraí (SP), que ensina agricultores a acessarem internet de boa qualidade, a Autoponia, de Itajubá (MG), startup que digitaliza o cultivo hidropônico. Nesse setor, também foi selecionada a Fazu Rede de Fazendas Urbanas, de São Paulo, que instala fazendas hidropônicas em locais sem prévio uso dentro de cidades, para encurtar o tempo entre a produção e os centros consumidores.

Na lista, ainda estão a Fazenda Cheia, de Florianópolis (SC), startup que desenvolveu tecnologia para acelerar a produtividade em rebanhos de médios e pequenos criadores de gado, a Agrity, de Nova Mutum (MS), que criou uma plataforma para conectar compradores e vendedores de grãos online. De Piracicaba (SP), entraram a IDGeo, que oferece soluções para o produtor gerir sua propriedade de forma remota, e a Aquabit, sediada em Cascavel (PR), que criou uma plataforma inteligente para a produção de peixes e camarões.

Do sul do país, as selecionadas foram a Bia Technology, uma empresa que ajuda os produtores de leite a identificar em oito segundos a mastite bovina com uma raquete digital, e a Central do Boi, que criou um ecossistema online para facilitar a comercialização de gado e insumos para a pecuária de corte.

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