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Moscou diz que embargo europeu ao petróleo russo afetará 'todo o mundo'

Refinaria de petróleo em Omsk, na Rússia - Alexey Malgavko/Reuters
Refinaria de petróleo em Omsk, na Rússia Imagem: Alexey Malgavko/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

21/03/2022 07h42Atualizada em 21/03/2022 07h44

Um embargo às importações de petróleo da Rússia causará impacto direto em todo o mundo, diz o governo de Vladimir Putin. A Rússia é o segundo maior exportador mundial de petróleo.

Países europeus defendem as sanções desde a invasão à Ucrânia, em 24 de fevereiro. "Estão discutindo o tema de um embargo ao fornecimento de petróleo. Esta é uma decisão que afetará todo o mundo", declarou à imprensa o porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov.

Na quinta-feira (17), os dois barris de referência de petróleo subiram mais de 8%, situando-se novamente acima dos US$ 100 após a Rússia rejeitar a decisão de um tribunal da ONU (Organização das Nações Unidas) para suspender sua ofensiva na Ucrânia.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em maio fechou, assim, em alta de 8,79% a US$ 106,64.

Enquanto isso, em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em abril subiu 8,35% a US$ 102,98.

Analistas dizem que a declaração do secretário de Estado americano, Antony Blinken, de que não há sinais de que o presidente Vladimir Putin vá interromper a guerra, e o temor de que a China ajude a Rússia, também influenciaram no preço do petróleo.

"Não parece que esta guerra vá terminar logo e isso implica provavelmente em que os preços do petróleo poderiam ter outra forte alta", previu Edward Moya, analista da Oanda.

Um relatório mensal da AIE (Agência Internacional de Energia) avalia que o petróleo russo não pode ser substituído de imediato.

No Brasil, o impacto econômico provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia vai deixar eletrodomésticos, automóveis e imóveis ainda mais caros.

*Com informações de AFP