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Preços de remédios podem subir 11% a partir de sexta, dizem farmacêuticas

Sindusfarma calculou que reajuste deve ser superior ao acumulado da inflação nos últimos 12 meses - iStock
Sindusfarma calculou que reajuste deve ser superior ao acumulado da inflação nos últimos 12 meses Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

30/03/2022 09h10Atualizada em 30/03/2022 10h20

Os remédios podem ficar até 10,89% mais caros a partir da próxima semana, de acordo com cálculos feitos pelo Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos).

Esse percentual é o valor máximo que pode ser aplicado pelos fabricantes, não sobre o preço praticado nas farmácias. O reajuste começa a valer a partir de sexta-feira, dia 1º de abril.

Os medicamentos têm preço controlado, e podem aumentar anualmente, de acordo com um percentual calculado com base em uma fórmula que combina a inflação oficial e os custos de produção para a indústria.

Em nota, o sindicato diz que a alta nos preços não é automática ou imediata. "A grande concorrência entre as empresas do setor regula os preços: medicamentos com o mesmo princípio ativo e para a mesma classe terapêutica são oferecidos no país por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda", disseram.

O reajuste é superior ao acumulado da inflação nos últimos doze meses, de 10,79%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Como o reajuste é calculado

O governo divulgou ontem o fator Y, um dos números usados para definir o reajuste, o que permitiu que o sindicato fizesse a contas.

O reajuste dos remédios considera o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, e mais três fatores, batizados de X, Y e Z.

  • IPCA: inflação oficial do país acumulada de março de 2021 a fevereiro de 2022;
  • Fator X: mede o nível de produtividade do setor farmacêutico;
  • Fator Y: tem como objetivo medir os impactos de itens que estão fora do IPCA;
  • Fator Z: existem três níveis (1, 2 ou 3), definidos com base na concorrência do mercado. Se um remédio é vendido por apenas uma empresa, por exemplo, o reajuste vai entrar no nível 3, que é mais baixo. Agora, se existem uma série de laboratórios que fabricam o mesmo remédio, com mais concorrência, o reajuste é o maior de todos (nível 1).

Como economizar na compra de remédios

O reajuste vai pesar mais no bolso de muita gente. Para a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), existem algumas formas de economizar na hora da compra. A primeira delas é pesquisar o preço dos medicamentos em mais de uma farmácia.

Outra forma de economizar é por meio de descontos oferecidos por planos de saúde ou por programas de fidelidade oferecidos pelas farmácias ou pelos laboratórios que produzem os medicamentos.

Dar preferência a medicamentos genéricos também pode ser uma boa saída para economizar. Neste caso, o ideal é pedir para que o médico faça a prescrição com base no princípio ativo e não pelo nome comercial, para que o consumidor consiga optar pelo genérico.

Falcão diz que vale a pena até procurar o remédio em diferentes unidades da mesma rede que, a depender da região, os preços podem ser diferentes.

Também existem remédios cadastrados no programa "Farmácia Popular", com até 90% de desconto.

Como conseguir remédios de graça

Hoje, é possível encontrar remédios para doenças crônicas, como diabetes, asma e hipertensão, de forma gratuita.

O benefício não está direcionado apenas a quem é usuário do SUS (Sistema Único de Saúde). Quem tiver uma receita de uma clínica particular também pode contar com o programa.

Para pedir os medicamentos, a pessoa precisa ir até uma farmácia que possui o logo "Aqui tem farmácia popular" ou em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que tenha o serviço. É preciso apresentar a receita médica e um documento com foto.