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Banco e fintech sem impacto social estão fadados a acabar, dizem executivos

Executivos falaram em painel no South Summit Brasil  - Giuliana Saringer/UOL
Executivos falaram em painel no South Summit Brasil Imagem: Giuliana Saringer/UOL

Giuliana Saringer

Do UOL, em Porto Alegre

05/05/2022 14h30

Toda empresa do setor financeiro deve buscar propósito e promoção social para dar certo, e quem não tiver essas preocupações tem mais chances de acabar. É o que disseram palestrantes no South Summit Brasil, evento de tecnologia e inovação que acontece em Porto Alegre até amanhã (6).

"As empresas estão cada vez mais entendendo que, se não observarem isso, não vão conseguir sobreviver. Em um ambiente altamente competitivo, quanto mais você estiver próximo do cliente e fizer uma coisa mais inclusiva, que retribua para a sociedade, mais maduro o sistema vai ficar", afirma André Lauzana, CFO (diretor financeiro) e sócio do Banco Modal.

Lauzana palestrou ao lado de Frederico Renner Mentz, fundador da consultoria de inovação AnLab, Thiago Grechi, CFO da Neogrid, de softwares, e Marco Couto, CEO da Payly, de meios de pagamentos

"Hoje, quem ganha o jogo é a empresa que trabalha pensando em várias dimensões, como lucro e impacto", afirma Couto.

Um caminho para pensar na inclusão de mais pessoas no sistema financeiro é o "banking as a service", tecnologia que possibilita que qualquer empresa, de qualquer segmento, consiga oferecer serviços financeiros aos seus clientes.

"As pessoas não precisam de banco. Elas precisam estudar, trabalhar. O que vemos com o 'banking as a service' é que cada vez mais a democratização vai chegar. Assim, vamos conseguir oferecer produtos e serviços customizados e hiperpersonalizados ao consumidor, em um ambiente com o qual ele se relaciona e sente confiança para isso", afirma Lauzana.

Na prática, significaria, por exemplo, ter operações de crédito com taxas menores e operações de seguros mais personalizados para determinado perfil ou produto.