Homem protesta contra inflação e vídeo viraliza: 'Vou viver só com isso?'
Um vídeo em que um homem protesta contra a inflação viralizou nas redes sociais. Na gravação postada na conta do TikTok de André Rocha, ele mostra as compras que havia acabado de fazer no supermercado, com valor total de R$ 91,97.
Rocha mostrou todos os produtos que comprou: um pacote de arroz; um creme para a esposa (que parecem ser um xampu e um condicionador); uma caixa de leite; um achocolatado; sabão em pó; um produto de limpeza; duas escovas de dente; dois sabonetes e uma pastilha sanitária.
O homem faz críticas aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) no vídeo.
Após mostrar o comprovante de pagamento com o valor da compra no supermercado, ele diz trabalhar o dia todo para ganhar R$ 50 ou R$ 60. "Aí vem umas m..., uns b... bolsonarista falar: 'trabalha p...que tu não fica passando necessidade'. Trabalhar aonde velho? Se tu trabalha o dia inteiro, tu não dá conta nem de comer", diz ele.
Entre os itens comprados, ele aponta que só come arroz e toma o achocolatado. "Vou viver só com isso aqui? Eu não vou precisar de mais nada pra comer?", questiona.
"O que tem aqui pra eu manter minha casa?", continua ele. O vídeo foi curtido por 54,7 mil pessoas até a manhã de hoje e recebeu mais de 10,3 mil comentários.
Na gravação, o homem também diz não ser mais possível comprar roupas novas e que os bazares, com roupas usadas, estão dominando o mercado.
Puxado pelos alimentos e combustíveis, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial no país, fechou abril em 1,06%, maior resultado para o mês em 26 anos, desde 1996. No ano, o IPCA acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%.
Reportagem do UOL publicada na semana passada mostrou que a alta de preços no Brasil se espalhou pela economia nos últimos meses e já atinge praticamente oito de cada dez produtos que compõem o IPCA.
Os alimentos chegam a subir 178% em 12 meses. Vilã máxima da inflação, a cenoura teve aumento de 178,02% no acumulado de 12 meses, segundo o IPCA. Outro item que ultrapassou os três dígitos, o tomate ficou 103,26% mais caro nos últimos 12 meses.
No mês passado, Bolsonaro voltou a reconhecer o avanço da inflação de alimentos no Brasil, mas defendeu que o fenômeno ocorre em todo mundo. Segundo ele, a alta dos preços dos alimentos se deve a fatores como o isolamento social adotado na pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia.
Conforme já mostrou o UOL Confere, o isolamento não é a causa da alta nos preços e ajudaria a acelerar a recuperação da economia se tivesse sido bem feito, segundo economistas.
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