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Kennedy: Auxílios podem ser insuficientes para Bolsonaro virar o jogo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/07/2022 18h57

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Auxílios pode ser insuficiente para o presidente Jair Bolsonaro (PL) virar o jogo nas pesquisas eleitorais, avaliou o colunista Kennedy Alencar, durante participação no UOL News.

A proposta que aumenta valores e cria benefícios sociais foi aprovada hoje em comissão especial da Câmara dos Deputados, depois de passar pelo Senado, por 36 a 1. "Haverá benefício eleitoral, mas não creio que será o suficiente para Bolsonaro virar o jogo porque a rejeição dele continua muito alta", disse o jornalista.

A PEC terá um custo de R$ 41,2 bilhões para os cofres públicos, valores que serão gastos somente até o dia 31 de dezembro e, segundo Kennedy, com objetivo "eleitoral" e representando um "abuso" do presidente.

"O Bolsonaro levou para um limite nunca antes alcançado o abuso de um presidente do uso da máquina", afirmou. "Ele transformou o Palácio do Planalto num comitê eleitoral, sem respeito pelo cargo que ocupa."

O governo tem pressa para aprovar a proposta no Congresso, de olho nos possíveis apoios antes das eleições de outubro.

Bolsonaro aparece em segundo lugar das pesquisas de intenção de voto, com altos índices de rejeição. Algumas apontam vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno.

A intenção é iniciar os pagamentos dos novos valores já em agosto. No caso do auxílio-caminhoneiro, por exemplo, seriam pagas cinco parcelas até o fim de 2022.

O colunista do UOL disse que a rapidez para a concessão os benefícios demonstra "a facilidade com que se está mutilando a Constituição."

"No Congresso, sempre se aprovou por acordo, se acelerou tramitações. A gente já viu isso em governos passados, mas desde que Eduardo Cunha pegou o poder da presidência na Câmara no governo Dilma e exerceu de maneira imperial, o Arthur Lira copia esse método de 'tratorar'."

Assista ao UOL News na íntegra: