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Auxílio Brasil: Quem for eleito terá de negociar com Congresso, diz Barros

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/09/2022 10h43

O governo divulgou ontem o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2023 e não contemplou uma das principais promessas de campanha à reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). No projeto, está previsto o pagamento no valor médio de R$ 405 para programa, ao contrário dos R$ 600 prometidos.

O líder do governo no Congresso, deputado federal Ricardo Barros (PP), participou do UOL News hoje e defendeu o chefe do Executivo ao afirmar que, se Bolsonaro está mentindo, todos os outros candidatos também "estão enganando".

"Não tem ninguém enganando ninguém, todo mundo está prometendo e vai precisar de base no Congresso para conseguir entregar. Aliás, se alguém está enganando, todos estão enganando. Todos os candidatos terão que ir ao Congresso pedir para viabilizar de alguma forma o cumprimento de suas promessas, e prometer para o próximo mandato é absolutamente razoável", disse.

Barros ainda explicou que a forma de viabilizar o cumprimento dessas promessas é aumentando o teto de gastos.

"Todos os candidatos estão prometendo auxílio de R$ 600 e vão ter que pedir ao Congresso depois da eleição uma emenda constitucional para abrir teto de gastos para pagar valor maior. Após as eleições, a proposta vencedora vai buscar implementar aquilo que a população escolheu".

Questionado sobre como cumprir a promessa e aumentar o teto, Barros citou o lucro das estatais como uma fonte de renda para o governo. No PLOA divulgado ontem, 93,7% do orçamento são de despesas obrigatórias, ou seja, são valores já comprometidos.

"Vai abrir o teto de gastos para aplicar o excesso de arrecadação que está presente todos os anos do governo Bolsonaro, no núcleo das estatais que antes davam prejuízos. Bilhões e bilhões que estão irrigando os cofres dos governos e vão destinados para ações sociais para os mais pobres", finalizou.

Josias: Bolsonaro vende conto de fadas do auxílio de R$ 600, mas com aparência de pesadelo

Para Josias Souza, colunista do UOL, o projeto do orçamento de 2023 tornou um "pesadelo" a promessa de Bolsonaro sobre o Auxílio Brasil.

"Esse documento deu ao conto de fadas vendido pelo Bolsonaro na campanha eleitoral uma aparência de pesadelo. O presidente está rodopiando pelos salões como uma espécie de "Bolsorela" ou "Cinderelo'. Ele reivindica o amor da República, mas esses números do orçamento transformam a carruagem do candidato em uma abóbora antes da meia-noite", disse o colunista.

Ele ainda pontuou outros benefícios voltados para a população mais pobre que também vão "sumir" do mapa a partir de 2023.

"Agora é oficial, a proposta elaborada pela equipe do Paulo Guedes reconhece que o Auxílio Brasil de R$ 600 volta a ser de R$ 400 a partir de janeiro. Somem também na virada do ano o Vale Gás dobrado, o PIX de R$ 1 mil para taxistas e caminhoneiros. Não há nenhum vestígio e sinal na proposta de orçamento para a correção da tabela do Imposto de Renda, que é uma outra promessa sem lastro do candidato, e o salário mínimo vai ficar sem reajuste real pelo quarto ano consecutivo".

Sergio Moro busca alguém com afinidade para campanha, diz Barros

Ainda durante o UOL News, o deputado Ricardo Barros, que é do Paraná, afirmou que o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ainda busca alguém que possa dizer ter afinidade nas eleições de 2022. O ex-juiz da Lava Jato concorre ao Senado pelo União Brasil no Paraná.

"Ele não é quisto nem da direita e nem da esquerda. Ele conseguiu se indispor com todos, e agora está procurando alguém que tenha afinidade com ele ou que possa dizer que tem afinidade, pelo menos da parte dele, para poder fazer campanha. É muito difícil a situação por conta de que durante toda a sua atividade ele só criou indisposições generalizadas com todos os setores da política", disse Barros sobre a tentativa do ex-juiz de se reaproximar do bolsonarismo no Paraná.

O líder do governo na Câmara ainda disse acreditar que Moro sequer irá conseguir concorrer ao pleito durante participação no UOL News.

"Seu pedido de registro de candidatura será negado, porque ele não tem, como diz a lei, seis meses de filiação na circunscrição que pretenda concorrer. Ele filiou-se em São Paulo ao União Brasil, não se filiou no Paraná e a ficha dele está publicada na internet com fotografia e tudo, então ele não está habilitado a concorrer".

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