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Cidade de São Paulo perde participação no PIB nacional; veja ranking

Movimento na rua 25 de Março e região durante a pandemia do novo coronavirus; o comércio teve movimento fraco - 17.mar.2020 - Andre Porto/UOL
Movimento na rua 25 de Março e região durante a pandemia do novo coronavirus; o comércio teve movimento fraco Imagem: 17.mar.2020 - Andre Porto/UOL

Do UOL, em São Paulo

16/12/2022 10h00Atualizada em 16/12/2022 16h11

A cidade de São Paulo perdeu participação no PIB (Produto Interno Bruto) nacional de 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19.

Apesar do resultado, a capital paulista continua sendo a cidade que mais gera riqueza para o país. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  • Em 2020, a capital paulista foi responsável por 9,8% do PIB do país.

O número representa uma queda de 0,5 ponto percentual na comparação com 2019.

Outros municípios também perderam participação na economia.

São eles:

  • Rio de Janeiro (queda de 4,4%);
  • Brasília (queda de 3,5%);
  • Curitiba (queda de 1,2%);
  • São José dos Pinhais, no Paraná (queda de 0,3%).

Juntos, os cinco municípios correspondem a quase 20% do PIB do Brasil.

Os resultados de 2020 evidenciam que os efeitos da pandemia de covid-19 sobre as economias municipais variaram de acordo com a importância das suas atividades de Serviços, sobretudo as presenciais. Entre 2019 e 2020, [a atividade] foi a mais afetada pelas medidas de isolamento social e queda da demanda
Luiz Antonio de Sá, analista de Contas Regionais do IBGE

Do outro lado, estão as cidades que ganharam mais participação no PIB nacional.

São elas:

  • Parauapebas, no Pará (0,5%);
  • Canaã dos Carajás, no Pará (0,3%);
  • Manaus (1,2%);
  • Saquarema, no Rio de Janeiro (0,2%);
  • Itajaí, em Santa Catarina (0,4%).

Segundo o PIB dos Municípios, quase 25% do PIB nacional de 2020 está concentrado em nove cidades.

O cenário é ligeiramente melhor que o registrado em 2019, quando oito cidades detinham cerca de um quarto da economia brasileira.

Veja o ranking de 2020

  1. São Paulo (SP);
  2. Rio de Janeiro (RJ);
  3. Brasília (DF);
  4. Belo Horizonte (MG);
  5. Manaus (AM);
  6. Curitiba (PR);
  7. Osasco (SP);
  8. Porto Alegre (RS);
  9. Guarulhos (SP);
  10. Campinas (SP);
  11. Fortaleza (CE);
  12. Salvador (BA)
  13. Goiânia (GO);
  14. Barueri (SP);
  15. Jundiaí (SP);
  16. Recife (PE);
  17. São Bernardo do Campo (SP);
  18. Duque de Caxias (RJ);
  19. Niterói (RJ);
  20. São José dos Campos (SP);
  21. Paulínia (SP);
  22. Parauapebas (PA);
  23. Uberlândia (MG);
  24. Sorocaba (SP);
  25. Joinville (SC).

Distribuição

No ranking com 25 municípios, 11 são capitais. A maioria das cidades são da região Sudeste, sendo dez no estado de São Paulo, três no Rio de Janeiro e duas de Minas Gerais.

As regiões de São Paulo, Amazônia Legal e Semiárido têm uma coisa em comum: uma população em torno de 28 milhões de habitantes. A pesquisa do IBGE, entretanto, deixa evidência grandes diferenças econômicas.

Enquanto a região de São Paulo concentra 23,5% (ou R$ 1,786 trilhão) do PIB nacional, puxada pela atividade de Serviços, a Amazônia Legal representa 9,9% (cerca de R$ 752,93 bilhões) e o Semiárido tem 5,4% (R$ 414,02 bilhões) de participação na economia. As duas regiões têm como principal atividade a Administração Pública.