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Medidas de Obama levam Pfizer e Allergan a cancelar acordo de US$ 160 bi

Caroline Humer e Ransdell Pierson

NOVA YORK (Reuters) - A farmacêutica norte-americana Pfizer, do Viagra, acertou na terça-feira (6) o cancelamento de seu acordo de US$ 160 bilhões para adquirir a Allergan, fabricante do Botox, em uma vitória para a investida do presidente Barack Obama mirando evitar fusões corporativas que tenham como fim evitar impostos.

A decisão de dar fim ao maior negócio de "inversão" de impostos já tentado --que teria reduzido a conta tributária da Pfizer ao trocar seu domicílio para a Irlanda, onde a Allergan é registrada-- ocorreu um dia após o Tesouro dos Estados Unidos revelar novas regras para evitar tais inversões.

Embora essas novas regras não tenham citado nominalmente Pfizer e Allergan, uma de suas disposições mira uma característica específica dessa fusão: o histórico da Allergan como uma grande compradora de outras empresas.

O subsequente fim do acordo permite que Obama cite uma grande vitória durante seu último ano no cargo.

Nesta terça-feira, Obama classificou a fuga global de impostos como um "grande problema" e incitou o Congresso a tomar medidas para evitar que companhias norte-americanas realizem "inversões", que reduzem suas contas tributárias por meio de mudança de domicílio ao exterior.

A Pfizer e a Allergan vão anunciar o fim de seu acordo nesta quarta-feira, disse uma fonte familiarizada com o tema, pedindo para não ser identificada antes de um comunicado oficial.

A Pfizer e a Allergan não quiseram comentar assunto.

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