Apesar de crise brasileira, Mercosul e UE recomeçarão negociações comerciais em maio

Robin Emmott

BRUXELAS, 14 Abr (Reuters) - A Europa e a América do Sul vão tentar retomar as estagnadas negociações comerciais em meados de maio, apesar da crise política no Brasil e da resistência da França, disseram União Europeia e Argentina nesta quinta-feira (14).

Embora o novo governo da Argentina dê ao Mercosul sua melhor chance em anos de chegar a um acordo, a presidente brasileira Dilma Rousseff encara um processo de impeachment e um grupo de nove países da UE, liderados pela França, rejeitam a abertura de seus setores agrícolas.

As negociações entre as duas regiões, que podem criar um mercado de 750 milhões de pessoas, têm encarado múltiplos contratempos desde seu lançamento em 1999. Os negociadores concordaram agora em fazer ofertas formais na segunda semana de maio sobre até onde esperam abrir suas economias para os bens estrangeiros.

A chamada "troca de ofertas" definirá o acesso sem encargos que cada lado está disposto a considerar para os bens, e então permitir que os negociadores desenvolvam um acordo comercial feito para abranger 130 bilhões de dólares em comércio anual.

Entretanto, países da UE, incluindo França, Polônia e Irlanda, resistem à abertura para os produtos agrícolas argentinos e brasileiros, que correspondem a 40 por cento das exportações do Mercosul.

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