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Bloqueios de estradas por protesto interrompem exportações de café da Colômbia

3 mai. 2021 - Em Bogotá, na Colômbia, caminhoneiros bloqueiam uma avenida em protesto contra a reforma tributária e o governo de Iván Duque - Daniel Garzon Herazo/NurPhoto via Getty Images
3 mai. 2021 - Em Bogotá, na Colômbia, caminhoneiros bloqueiam uma avenida em protesto contra a reforma tributária e o governo de Iván Duque Imagem: Daniel Garzon Herazo/NurPhoto via Getty Images

Julia Symmes Cobb

05/05/2021 19h04Atualizada em 05/05/2021 19h50

Bloqueios de estradas relacionados a protestos antigoverno na Colômbia, que chegaram nesta quarta-feira a seu oitavo dia, causaram a interrupção dos embarques de café, principal exportação agrícola local, disse o chefe da federação de cafeicultores do país.

Os protestos, convocados originalmente em oposição a um plano de reforma tributária, agora cancelado, exigem que o governo tome atitudes para enfrentar a pobreza, violência policial e desigualdades na saúde e nos sistemas de educação.

Vinte e quatro pessoas, a maioria manifestantes, morreram.

"Estamos completamente parados, as exportações paradas, não há nenhum movimento de café para os portos ou internamente", afirmou Roberto Velez, chefe da federação, em uma entrevista por telefone.

Os bloqueios das estradas, alguns organizados por caminhoneiros em apoio à greve nacional e outros por manifestantes, se espalharam pelo país.

O maior bloqueio está impossibilitando mercadorias de chegar ou partir da cidade importante cidade portuária de Buenaventura, no Pacífico.

As barricadas estão especificamente afetando os produtores nas cidades de Huila, Valle del Cauca, Cauca e Narino, que estão no meio de suas principais colheitas, segundo Velez.