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Precisamos de cooperação dos Poderes para o novo Bolsa Família, diz Guedes

Precisamos do Congresso e, posteriormente, precisamos do Supremo, disse Paulo Guedes em evento no Planalto - Adriano Machado/Reuters
Precisamos do Congresso e, posteriormente, precisamos do Supremo, disse Paulo Guedes em evento no Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters

Marcela Ayres e Lisandra Paraguassu

Em Brasília

27/09/2021 11h37Atualizada em 27/09/2021 12h19

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que o reforço do Bolsa Família, rebatizado de Auxílio Brasil pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), exige a cooperação dos Poderes.

"Nós precisamos do Congresso e precisamos posteriormente de uma interpretação do Supremo (Tribunal Federal)", afirmou ele, ao participar de evento no Palácio do Planalto.

Guedes reforçou que, para expandir o programa, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios — dívidas judiciais do governo — abre espaço fiscal no Orçamento e a reforma do Imposto de Renda garante a fonte de recursos para reforço do programa.

"São duas medidas complementares", frisou ele.

Durante a fala, Guedes reiterou que a perspectiva de crescimento para o país neste ano é de 5,3% a 5,4%. Oficialmente, o Ministério da Economia prevê alta de 5,3% para o PIB em 2021.

Ele também afirmou que o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, deverá anunciar em breve que, desde o "fundo do poço" por conta da crise com o novo coronavírus, o Brasil já criou 3 milhões de empregos.

Sobre o tema, ele fez um apelo para que o Senado reconsiderasse medidas para geração de empregos adicionais.

"Iríamos criar mais 2 milhões de empregos com a MP (Medida Provisória) 1.045 que foi para lá, estendendo a mão para os invisíveis. E essa mão foi negada", afirmou ele sobre a medida.

A MP, que visava uma nova reforma trabalhista, foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas rejeitada no Senado.

Após o FMI (Fundo Monetário Internacional) ter publicado relatório sobre o Brasil afirmando que o desempenho econômico do país tem sido melhor que o esperado, Guedes disse que o país é elogiado lá fora enquanto é apedrajado internamente.

O ministro disse ainda que Bolsonaro sempre joga dentro das quatro linhas, mas é atacado e acusado.

"Há um script escrito para colocá-lo no papel de golpista e ele se recusa a fazer esse papel. Ele é um democrata, ele é um produto da democracia brasileira, um produto legítimo", disse.

Bolsonaro, que nas manifestações de 7 de setembro chegou a xingar um membro do STF, ameaçando não cumprir decisões da Corte, deu entrevista recente à revista Veja afirmando que a chance de dar golpe de Estado é "zero".

Defesa de ministro

No mesmo evento, Bolsonaro, em um aceno ao mercado, reafirmou que não vê motivos para trocar Guedes e disse que, por ora, não entrará na "guerra da reeleição".

Bolsonaro afirmou que uma troca de Guedes só aconteceria se fosse para ter alguém com uma política oposta a praticada hoje, e que o relacionamento dos dois é baseado em uma "confiança de mão dupla".

Em discurso, Bolsonaro também disse, mais uma vez, que seria um risco ter um presidente com outra orientação política na Presidência. "A eleição de 2018 foi atípica, não vai acontecer de novo em 100 anos outra como essa. Temos que aproveitar a oportunidade", afirmou.

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