PUBLICIDADE
IPCA
1,16 Set.2021
Topo

Petrobras aumenta preço da gasolina em 7,2% a partir de amanhã; gás de cozinha também fica mais caro

9.set.2021 - Movimento em postos de gasolina no Recife (PE) - Yacy Ribeiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
9.set.2021 - Movimento em postos de gasolina no Recife (PE) Imagem: Yacy Ribeiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Roberto Samora

Da Reuters

08/10/2021 12h57Atualizada em 08/10/2021 21h21

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira aumento de 7,2% no preço médio de sua gasolina para as distribuidoras, a 2,98 reais por litro, a partir de amanhã, refletindo reajuste médio de 20 centavos/litro, declarou a empresa.

Segundo a companhia, o reajuste da gasolina aconteceu após 58 dias de estabilidade.

A companhia afirmou que elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

De acordo com a companhia, esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

A companhia ainda anunciou alta no gás de cozinha (GLP), de 3,60 para 3,86 reais por kg, também a partir de sábado.

Não vou congelar preço "na canetada"

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que não vai congelar "na canetada" o preço dos combustíveis no país, em meio às crescentes reclamações da população sobre o elevado custo do insumo para o consumidor final.

"Reclamam no Brasil aumento de preço de mantimentos, combustível, ninguém faz isso porque quer. Eu não tenho poder sobre a Petrobras. Eu não vou na canetada congelar o preço do combustível, muitos querem. Nós já tivemos uma experiência de congelamento no passado", disse ele, durante cerimônia alusiva à 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas (SP).

Em outro momento do discurso, Bolsonaro voltou a falar dos combustíveis, mas para dizer que não tomará nenhuma decisão que poderia significar o rompimento de contratos. "Quando se fala em combustível, nós somos autossuficientes. Mas por que esse preço atrelado ao dólar, eu posso agora rasgar contratos? Como é que fica o Brasil perante o mundo? Cada vez mais a gente recupera a nossa confiança, em cada viagem que a gente faz pelo mundo", disse.

PUBLICIDADE