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Após prévia alta, inflações implícitas disparam antes de decisão do Copom

A implícita da B22 subiu de 5,97% para 6,43%, enquanto a da B23 passou de 6,03% para 6,39% - Kirill Smyslov/iStock
A implícita da B22 subiu de 5,97% para 6,43%, enquanto a da B23 passou de 6,03% para 6,39% Imagem: Kirill Smyslov/iStock

José de Castro

Da AFP

27/10/2021 08h10Atualizada em 27/10/2021 17h27

A divulgação na terça-feira do IPCA-15 de outubro bem mais alto do que o esperado provocou um salto nas medidas de inflação implícita do mercado, aumentando a pressão sobre o Copom para a decisão de política monetária desta quarta-feira.

Segundo dados da Renascença, a alta nas implícitas foi mais acentuada nos vencimentos curtos e intermediários da curva.

A implícita da B22 subiu de 5,97% para 6,43%, enquanto a da B23 passou de 6,03% para 6,39%.

As implícitas para os anos de 2021 e 2022, pelo DAP —contrato negociado na B3 que funciona como uma ferramenta de proteção contra flutuações da taxa de juro real— registraram alta expressiva, fechando o dia a 9,50% e 5,46%, altas de 0,29 ponto percentual e 0,31 ponto, respectivamente.

As inflações implícitas mostram projeções de aumentos de preços bem acima das metas perseguidas pelo BC para este ano (3,75%) e o próximo (3,50%).

O Copom anuncia sua decisão de política monetária a partir de 18h30 (de Brasília) desta quarta, e no mercado as apostas estão divididas sobretudo entre acréscimo de 1,50 ponto percentual e de 1,75 ponto, com alguns vendo chances de alta de até 2 pontos.

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