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Juros futuros avançam com alta do dólar e cautela na cena política

Os juros futuros operam em leve alta na manhã desta segunda-feira. O avanço das taxas é amparado pelo alta do dólar ante o real e pelo cenário de cautela com a cena política, enquanto alguns ajustes são observados após a forte queda no fim da semana passada. Ao longo da semana, as atenções entre os agentes financeiros se voltam para a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) na quinta-feira e do IPCA-15 de junho no dia seguinte, que podem contribuir para o debate em torno da trajetória da taxa básica de juros.


Em entrevista divulgada nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, apontou que o caminho da desinflação e da redução de juros está dado. Logo, o que se dispute hoje não é como conduzir a Selic, mas a velocidade e a extensão da redução.


No mercado, há a leitura de que a conjuntura econômica de atividade frágil e inflação baixa permitem a continuidade da flexibilização monetária. Hoje, por exemplo, a Focus mostrou novo ajuste para baixo da inflação e do crescimento econômico esperado para 2017 e 2018. Diante disso, entre os agentes financeiros, não é destacada a possibilidade de que o BC repita o corte de 1 ponto percentual da Selic no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), em julho.


Enquanto isso, ainda há a espera pela denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer. Nesta segunda-feira, a Polícia Federal (PF) deve concluir o inquérito contra o presidente Michel Temer pelos fatos mencionados na delação do empresário Joesley Batista. As investigações devem ser encaminhadas inicialmente ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF e, em seguida, ao procurador-geral Rodrigo Janot. Com isso, Janot poderá apresentar uma denúncia contra Temer já na semana que vem.


O Planalto vem se mobilizando para barrar a denúncia no Congresso. Para isso, Temer precisará de um terço dos votos na Câmara. Ainda que a leitura no mercado seja de um placar favorável a Temer, não são descartados momentos de alerta entre os investidores.


Por volta das 10h28, o DI janeiro/2021 subia a 10,160% ante 10,100% no ajuste anterior. Ainda entre os contratos intermediários, o DI janeiro/2018 operava a 9,110% e o DI janeiro/2019 avançava a 9,120%, ante 9,090%.

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