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Investidor embolsa lucro e Ibovespa perde os 71 mil pontos; dólar cai

A bolsa hesitou mas acabou embarcando num movimento mais firme de realização de lucro, que coloca o índice de volta para baixo dos 71 mil pontos. Segundo profissionais, não há uma notícia específica que provoque essa correção, mas o acúmulo de alta em alguns papéis num momento em que houve uma pausa na sequência de notícias locais positivas.


Às 13h25, o Ibovespa caía 0,74% para 70.801 pontos, depois de tocar a máxima de 71.454 pontos e a mínima de 70.772 pontos.


Chama a atenção o desempenho das ações de bancos e de consumo. O Índice Financeiro liderava as perdas, com baixa de 0,90%. Bradesco ON liderava as perdas, com queda de 1,74%, seguido de Bradesco PN (-1,29%). Já Itaú recuava 0,89%. Já o índice de Consumo perde 0,78%. As ações de Lojas Renner, por exemplo, perde 2%, enquanto Pão de Açúcar recua 1,90%.


Na visão de profissionais, trata-se de um movimento "saudável" de ajuste, que pode, inclusive, abrir oportunidades para novas compras.


No exterior, as bolsas americanas têm variações modestas, num dia em que uma série de dados mais fortes sobre a economia dos Estados Unidos leva os juros dos Treasuries a subir. Foi divulgada a primeira revisão do PIB americano, que cresceu de 3%, mais forte do que a medida anterior, de 2,6%. Também foi anunciada a criação de 276 mil vagas de trabalho no setor privado, ante expectativa de 185 mil postos.


Dólar


O dólar oscila próximo da estabilidade nesta quarta-feira e mostra fôlego limitado para tomar uma direção clara. O ambiente externo já não impõe pressão de alta após a diminuição da percepção de risco trazida pelo teste militar da Coreia do Norte. Por outro lado, os investidores domésticos aguardam a tramitação de medidas econômicas no Congresso antes de assumir posições mais claras.


Por ora, a leitura é de que, "tirando alguns ruídos, o noticiário doméstico ainda é positivo e tudo está caminhando como o esperado", diz o executivo de uma gestora paulista. Caso as medidas sejam aprovadas como se aguarda, há espaço para o real "correr atrás de outros emergentes", como o peso mexicano e o rublo russo, que hoje se valorizam.


Ainda é aguardada a apreciação da proposta de mudança das metas fiscais de 2017 e 2018 em sessão conjunta de senadores e parlamentares. Também foi prometida para hoje a votação de destaques restantes apresentados à MP que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) na Câmara, passo necessário antes de seguir para votação final no plenário do Senado.


Alguma instabilidade no câmbio pode ser vista entre hoje e amanhã por causa da definição da taxa PTAX de fim de mês. O gestor aponta que a disputa entre participantes do mercado para formação da taxa, que serve de referência para liquidação de derivativos cambiais, está bem equilibrada. "Pode até aumentar o volume de negociação, mas não deve definir a direção do câmbio. A disputa está bem equilibra", acrescenta.


Mais cedo, o dólar ganhou um pouco mais de força após os dados de emprego no setor privado dos EUA. Em agosto, foram geradas 237 mil vagas de trabalho, acima da expectativa de 185 mil. Aumenta assim a expectativa pela divulgação na sexta-feira dos números do relatório de emprego, conhecido como payroll, que inclui a variação de postos de trabalho do setor público. Até lá, a agenda no exterior hoje ainda com os números revisados do PIB americano no segundo trimestre.


Por volta das 13h25, o dólar comercial sobe 0,14%, a R$ 3,1580, com máxima em R$ 3,1747.




Juros


Os juros futuros retomam o viés de queda nesta quarta-feira. Com a diminuição das preocupações geopolíticas com a Coreia do Norte, o ambiente externo já não impõe uma pressão de alta nas taxas. Com isso, os vértices mais longos encontram algum espaço para ajustes pontuais de baixa. Uma direção mais clara dos ativos, entretanto, só deve vir com o avanço das medidas econômicas em tramitação no Congresso.


A inclinação do DI janeiro de 2023 para o DI janeiro de 2019 marca 2,14 ponto percentual, mesmo valor no fechamento de ontem.


Já o DI janeiro/2021, por sua vez, recua a 9,280% (9,300% no ajuste anterior), enquanto o dólar comercial sobe 0,15%, a R$ 3,1673.


ODI janeiro/2018 opera a 7,815% (7,815% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 marca 7,770% (7,780% no ajuste anterior).





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