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Em carta, Lula promete rever política de Temer para a Petrobras

08/06/2018 22h21

Em carta escrita da prisão em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, em um novo governo petista, serão revistas as políticas adotadas no governo de Michel Temer (MDB) para a Petrobras, Eletrobras e outras estatais e também serão retomados programas das gestões petistas.

"A Petrobras não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular", escreveu Lula em carta postada em sua conta no Twitter e lida na noite desta sexta-feira pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em um ato de lançamento da pré-candidatura do petista ao Planalto.

Mesmo depois de começar a cumprir pena de 12 anos e 1 mês, condenado por crime de corrupção passiva, Lula segue liderando todas as pesquisas de intenção de voto.

"A Petrobras tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo", continua a carta.

Sobre a intenção do governo Temer de privatização da Eletrobras, Lula afirma na carta: "Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobras, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social".

No texto, Lula retoma os argumentos de que sua condenação em segunda instância por corrupção passiva não teve nenhuma prova para sustentá-la e que por isso se considera um "preso político".

Lula também trata na carta de políticas e ações de seu governo e diz que sonha em ser presidente novamente para retomar os resultados de suas gestões.

"Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato", sustenta o ex-presidente.

"Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores."

O ato do PT foi realizado na cidade de Contagem (MG) e reuniu vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores do partido.

A intenção do partido é registrar sua candidatura em agosto e tentar que a Justiça eleitoral aceite sua postulação apesar da lei da ficha limpa.

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