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Ibovespa opera em queda com blue chips e exportadoras

08/06/2018 13h45

O Ibovespa tem mais uma sessão negativa, operando na contramão dos mercados de câmbio e juros, que têm um dia de alívio generalizado. Os investidores seguem apreensivos com o cenário político local, e o resultado é a continuidade do movimento de correção. As blue chips operam em queda e as exportadoras recuam com força, impactadas pelo recuo da moeda americana.

Por volta de 13h45, o Ibovespa operava em queda de 1,63%, aos 72.649 pontos, após ter oscilado entre os 71.679 pontos (-2,94%) e os 74.031 pontos (+0,24%). O giro financeiro projetado para o fim do pregão supera os R$ 12 bilhões.

Vale ON, papel de maior peso na composição do Ibovespa, é um dos destaques negativos do dia, recuando 5,4% e apagando os ganhos acumulados no início da semana. E o mesmo fator que impulsionou os papéis nos últimos dias é o responsável pelo recuo de hoje: o dólar comercial, dado o viés exportador da companhia.

A moeda americana, que se fortaleceu rapidamente ante o real nos últimos dias, hoje recua mais de 4,5% e já volta à faixa de R$ 3,74, reagindo à atuação do Banco Central (BC). Outras exportadoras são igualmente impactadas, caso de Suzano ON (-6,3%), Fibria ON (-3,9%) e Embraer ON (-4,9%).

Mesmo com o alívio nos mercados de câmbio e juros, o clima segue pesado para o Ibovespa. Segundo um operador, os investidores seguem tensos com o cenário eleitoral, sem o surgimento de uma candidatura forte de centro. "Enquanto as pesquisas não mostrarem uma mudança, o mau humor continua", diz.

Além disso, a avaliação dos investidores quanto ao atual governo segue bastante negativa desde a a greve dos caminhoneiros, e a falta de habilidade da gestão Temer para superar a crise definitivamente faz com que a percepção seja cada vez pior. "É um desgoverno", diz o operador.

Nesse contexto, as blue chips, ações de maior liquidez do Ibovespa e portas de atuação dos investidores estrangeiros, seguem com viés negativo. Além da Vale, também caem Petrobras ON (-4,3%), Petrobras ON (-3,2%), Itaú Unibanco PN (-1,5%) e Bradesco PN (-2%).

Do ponto de vista setorial, destaque para o segmento de proteína animal: a aplicação de tarifas antidumping pela China à carne de frango brasileira afeta diretamente o desempenho de BRF ON (-6,2%), maior exportadora de carne de frango do Brasil. Por outro lado, JBS ON (+6%) e Marfrig ON (+3,2%), muito menos dependentes da produção de carne de frango no país, têm as maiores altas do Ibovespa.

Também na ponta positiva, destaque para B2W ON (+2,4%) e Smiles ON (+1,6%), algumas das empresas que registraram as quedas mais expressivas nos últimos dias.

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