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Agronegócio

Mercadão de SP tem amora de R$ 129 o quilo, pêssego-donut e abacate amarelo

Priscila Tieppo

Do UOL, em São Paulo

18/09/2013 06h00

Mangostão, canistel e pêssego-donut são alguns dos nomes de frutas pouco conhecidas presentes nas bancas do Mercado Municipal Paulistano. O entreposto da capital de São Paulo, inaugurado há 80 anos, é um verdadeiro catálogo de variedades exóticas (de origem estrangeira) ou vindas da Amazônia.

A diversidade de sabores é o maior atrativo para os frequentadores do Mercadão, como é conhecido o local. Parte do público é formada por turistas de outros Estados e de outros países, que não se decepcionam com a oferta de sabores e perfumes das frutas.

Podem ser encontradas por lá, por exemplo, uma variedade de nectarina também chamada de pêssego-donut. A fruta é apenas ligeiramente parecida com a rosquinha de origem americana, mas atrai os visitantes pelo nome e pelo gosto, entre o doce e o ácido.

Abacate caribenho tem polpa quase da cor da gema de ovo

Outra fruta diferente é o canistel ou abacate caribenho. Sua polpa é amarelo-alaranjada, quase da cor da gema de ovo.

De acordo com o vendedor Flávio Cássio, da banca Yasmin, que trabalha no local há 8 anos, a venda de frutas exóticas é pequena em relação ao volume das mais conhecidas, como o morango. “A gente vende bastante a pitaia. Depois, vem a tâmara”, diz ele, que afirma não saber as quantidades exatas que vende.

Os dados de comercialização dessas frutas, de fato, são de difícil contabilização. Segundo o Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas), esses produtos não entram nos levantamentos de importação feitos pela Secretaria de Comércio Exterior.

De acordo com a avaliação dos vendedores do Mercadão, as frutas exóticas vendem menos por conta do preço “salgado".  A pitaia, por exemplo, pode custar até R$ 99 o quilo. Já a amora negra varia de R$ 89 a R$ 129 o quilo. Estas duas variedades estão entre as mais caras do mercado.

Sabor doce é o preferido do público, diz chef brasileiro

As comparações das frutas desconhecidas com as mais populares ou com doces é bastante comum no Mercadão. O sapoti, por exemplo, é citado como tendo sabor de "leite condensado com coco queimado". Já a granadilha é comparada a um maracujá doce.

A doçura, aliás, é a qualidade mais valorizada pelo público. "O brasileiro adora o doce, tanto que as frutas viram compotas ou sucos. O azedo é pouco explorado, mais usado por quem é chef ou gourmet, que quer sentir um sabor diferente", explica o chef de cozinha Claudemir Barros, do restaurante Wiella Bistrô (Recife), e palestrante do Semana Mesa SP, congresso e festival de gastronomia que ocorre em novembro na capital de São Paulo.

Brasil exporta mais frutas no 1º semestre de 2013 em comparação com 2012

O Brasil produz 43 milhões de toneladas anuais de frutas de variedades comuns, como laranja, limão, maçã e banana. São Paulo é o maior Estado produtor, sendo responsável pela colheita de 43% do total do país, segundo dados de 2011, ano em que foi feito o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados relativos à exportação mostram que o Brasil aumentou a quantidade de frutas vendidas a outros países, em comparação com o ano passado. No primeiro semestre deste ano, foram enviadas 296 mil toneladas ao exterior, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 271 mil toneladas, de acordo com o Ibraf.

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