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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Como ficam as ações da Localiza após fusão com Unidas?

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Imagem: Divulgação
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Márcio Anaya

Jornalista especializado em Economia, com pós-graduação em Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – USP. Trabalhou como repórter e editor de companhias abertas por cerca de 20 anos, integrando as redações da Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Atua desde 2018 como colaborador de portais de investimento e entidades sem fins lucrativos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/07/2022 09h00

Esta é a versão online parcial da edição desta semana da newsletter A Companhia, que analisa se é o momento ou não de comprar ações da Localiza e pontos positivos e negativos da empresa. Na newsletter completa, apenas para assinantes, veja perspectivas da empresa, para qual perfil é indicada, se ela está barata e quais os valores de compra e venda recomendados. Para assinar o boletim semanal e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

O destaque da semana na newsletter A Companhia fica por conta da Localiza, escolhida pelo time de Research do PagBank.

Os analistas ressaltam que a fusão entre a empresa e a Unidas traz fortes sinergias, uma vez que a primeira é líder no setor aluguel de carros e sua antiga concorrente domina o segmento de gestão de frotas - as duas principais frentes do negócio de locação.

Segundo especialistas, o setor ganhou visibilidade nos últimos anos, favorecido por mudanças na mentalidade de consumo do brasileiro, que não tinha o hábito de alugar carro, e pelo aumento no número de motoristas de aplicativo.

No primeiro trimestre deste ano, a Localiza contabilizou um lucro líquido de R$ 517,4 milhões, com alta de 7,3% em relação a igual período de 2021.

Após queda de 21,7% em 2021, as ações da Localiza (RENT3) acumulam ganho de 5,6% neste ano, até o dia 7 de julho.

Saiba mais sobre a Localiza

A empresa foi fundada em 1973, em Belo Horizonte (MG), e se apresenta como a maior rede de aluguel de carros na América do Sul em número de agências. A estreia na Bolsa ocorreu em maio de 2005.

O grupo atua em quatro segmentos, sendo o aluguel de carros para pessoa física - identificado como RAC (rent-a-car) - o mais conhecido.

Outros dois negócios são a gestão e terceirização de frotas (GTF), que consiste no aluguel de veículos para empresas; e a venda de seminovos, cujo objetivo não é gerar lucro, mas sim renovar a frota operacional a um custo mais baixo.

Por último, a empresa possui a divisão de franchising, responsável pela administração e concessão de franquias de uso da marca Localiza.

Por que as ações da Localiza são uma oportunidade para investir?

A equipe de análise do PagBank lembra que a combinação de negócios entre a Localiza e a Unidas foi aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em dezembro de 2021, sob algumas condições, entre elas a venda de parte dos ativos do segmento de aluguel de carros, além da própria marca Unidas. Após o cumprimento das medidas, a operação foi concluída no início deste mês.

"A notícia é muito relevante, pois envolve as duas maiores locadoras do segmento, formando uma gigante do mercado com uma frota de aproximadamente 450 mil carros, mais do que o dobro da concorrente Movida", afirma a corretora.

A instituição destaca que, no setor de aluguel de veículos, tamanho e escala são muito importantes, por isso a nova empresa ganha vantagens competitivas na hora de negociar a compra de carros junto às montadoras, diminuindo seu custo e melhorando a rentabilidade.

"Além disso, trata-se de um mercado bastante fragmentado, o que confere à nova companhia a possibilidade de crescimento orgânico, através da conquista de novos clientes, ou de expansão via compra de competidores menores."

Pontos a favor

  • Fusão com Unidas criará a maior empresa do setor de locação;
  • Capacidade de comprar carros mais baratos;
  • Possibilidade de crescimento orgânico (abertura de lojas) e inorgânico (via fusões ou aquisições);
  • Foco na rentabilidade.

Pontos contra

  • Crise nos semicondutores pode fazer com que a empresa tenha dificuldades em renovar a frota de veículos;
  • Hábito do consumidor pode mudar novamente;
  • Possibilidade de entrada das próprias montadoras como competidoras no segmento de locação;
  • Criação de impostos sobre a revenda de carros.

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