PUBLICIDADE
IPCA
0,86 Out.2020
Topo

Descomplique

Dividendos: cuidado para não cair na pegadinha do dinheiro fácil

Reprodução/Equipe Trader
Imagem: Reprodução/Equipe Trader
Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

12/10/2020 04h00

Quando as pessoas conhecem o mundo dos investimentos, uma das maiores obsessões é com os dividendos. Afinal, quem não gosta de receber um dinheirinho na conta sem precisar trabalhar a mais por isso?

Muitas pessoas focam somente investir em ações que pagam muitos dividendos, pois acreditam que essa é uma boa estratégia para a carteira de investimentos e para enriquecer mais rapidamente. Porém, será que essa é uma boa estratégia e vale a pena procurar somente essa característica para seus ativos?

Dividendos

Quando você compra uma ação de uma empresa, você está comprando um pedacinho dela e torna-se sócio daquele negócio. Toda operação que a empresa tem é sempre visando os lucros e assim, esses ganhos serão usados para investir no crescimento dela mesma ou ser distribuído entre os acionistas na forma de dividendos.

As que costumam distribuir muito de seus lucros costumam ser empresas mais consolidadas no mercado, que já expandiram e cresceram bastante. Existem empresas e setores conhecidos por serem bons pagadores de dividendos, como bancos e elétricas. Estas últimas dependem muito de legislações, de grandes projetos e não é de uma hora para outra que a demanda de energia aumenta.

Boas pagadoras de dividendos já são bastante estáveis, costumam ter menor volatilidade quando comparadas a outras empresas da bolsa e com isso o valor delas acaba sofrendo menores alterações com o passar do tempo. É claro que isso não é regra. As oscilações ocorrem a todos e ninguém está imune a isso, porém é algo que costumamos observar na Bolsa de Valores.

De onde vêm os dividendos?

Os dividendos são descontados do preço da ação. Digamos que a ação que você possui custa R$ 20 e serão pagos R$ 2 de dividendos por ação. Quando esse valor for distribuído, sua ação passará a valer R$ 18. Isso é ruim? Não, pois normalmente o ativo retorna ao seu valor anterior em pouco tempo.

Se a empresa decidir que não irá pagar os dividendos para seus acionistas, mas que irá reinvestir o valor nela mesma, isso também pode ser algo bom para você, pois com expansão a empresa acabará aumentando suas vendas e, consequentemente, aumentará seu lucro. Quanto mais lucro ela tiver, maior será a sua cotação.

Não receber é bom

Não é completamente ruim não receber dividendos. Os executivos das empresas são competentes e conseguem gerenciar bem quando irão reinvestir ou quando irão distribuir seus lucros.

Você não pode olhar somente o quanto irá receber dessa distribuição e apenas com isso definir se a empresa é boa ou não. Não deve focar 100% da sua carteira nesse critério. Claro que deve, sim, avaliar os lucros, para saber se são constantes, o grau de endividamento, o quanto a empresa tem disponível em seu caixa para pagar as contas e como está a gestão daquela empresa da qual deseja se tornar sócio.

Mais importante do que receber os dividendos é saber onde está colocando seu dinheiro, ter uma estratégia para sua carteira e avaliar se está condizente com os seus objetivos e desejos como investidor. Não caia na pegadinha do dinheiro fácil.

Descomplique: cabeça de empresário é segredo do sucesso de KondZilla

MOV Vídeos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL