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A porta de entrada na renda variável: conheça os ETFs

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto
Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

20/10/2020 04h00

Lembra que nos anos 90/2000 as rádios costumavam lançar CDs com as músicas mais tocadas naquele mês? Era um ótimo produto, pois, em vez ao invés de ter que comprar 10 CDs de artistas variados só para poder ouvir a música de que gostava (naquela época não existiam facilidades como MP3 ou aplicativos de música), você comprava um só CD e tinha o melhor dos mundos.

Hoje não existe mais esse tipo de coisa, mas existe um investimento que ainda segue essa lógica: são os ETF (Exchange Traded Funds ou Fundos de Índice). Essa é uma ótima maneira para quem quer começar a investir na bolsa de valores, mas ainda se sente inseguro de fazer escolhas sozinho.

Segue o índice

Na bolsa existem vários índices, como o BOVA11 e o IVVB11. O primeiro segue o índice Bovespa, que é composto de aproximadamente 70 empresas cujas ações são mais comercializadas, ou seja, compradas ou vendidas, e esse número pode variar. O BOVA11 vai comprar as ações que fazem parte do índice e assim, ao invés de você ter que comprar essa dezena de ativos, pode comprar somente um e terá uma rentabilidade muito próxima à do Ibovespa.

O segundo funciona da mesma forma que o BOVA, só que ao invés de ações brasileiras, o que faz parte dele são as 500 empresas de capital aberto da bolsa americana e replica o índice S&P500.

Para quem está começando

Para o pequeno investidor esse tipo de investimento faz muito sentido, pois não precisará gastar horas escolhendo ações e mesmo assim não tendo certeza de ter feito o correto, não vai precisar entupir a carteira com dezenas de ações e ainda por cima terá uma boa diversificação sem ter que fazer grandes esforços para isso.

Que fique claro que não se menospreza ninguém por chamá-lo de pequeno investidor. O que ocorre é que, perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o investidor que tem acima de R$ 1 milhão investido ou que tenha certificações financeiras específicas é considerado investidor qualificado.

Por que é interessante?

Existe uma administradora por trás do seu ETF e é ela quem cuida de todas as negociações para que ele continue acompanhando o índice de referência. A taxa de administração é bastante baixa quando comparada a fundos de ações e fundos multimercado, variando entre 0.20% ao ano a 0.7% ao ano, o que acaba sendo bastante atrativo.

Investir em um ETF diminui os seus riscos e diversifica seu dinheiro de maneira fácil e barata. É uma forma muito interessante e prática para quem quer dar os primeiros passos na renda variável. Você já conhecia esse investimento? Comenta aqui embaixo qual sua experiência com os ETFs para auxiliar outros investidores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL