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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

O que é pior para a economia: impeachment ou Bolsonaro continuar?

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

20/04/2021 04h00

A CPI (Comissão Parlamentar de inquérito) da Covid esquentou os ânimos em Brasília e reacendeu um assunto: o impeachment. A depender da condução das investigações, os parlamentares podem dar mais subsídio para uma eventual saída de Jair Bolsonaro da Presidência.

Mas quais as consequências para a economia? No vídeo abaixo levantei alguns pontos sobre a permanência ou a saída de Bolsonaro.

Impeachment

Vale lembrar que tivemos outro impedimento há cinco anos. Dilma Rousseff saiu da Presidência em 2016.

Por isso, o primeiro ponto negativo que destaco é a imagem do país, que ficaria abalada internacionalmente com dois impeachments em um período tão curto.

Outro ponto de atenção é o risco de ruptura institucional. Apesar de se dizer liberal, Bolsonaro flerta com posições mais autoritárias e com um Estado mais forte.

Sob ameaça de saída, ninguém sabe até onde as palavras ao vento poderiam se tornar ação concreta.

Por fim, o risco político causa a perda de credibilidade internacional do país. Assim, agências de rating podem rebaixar a nota de risco do país.

Se assim for, devemos ver saída de capital estrangeiro do Brasil.

Cenário atual se mantém

A ingovernabilidade do país tem aumentado com o desgaste entre o presidente e o Congresso, além do setor privado.

O primeiro ponto negativo de tudo se manter é o desgaste político se tornar ainda maior e atrasar questões importantes para o país, como as reformas ou mesmo a vacinação.

Além disso, Paulo Guedes está na berlinda. O mercado já viveu sua lua de mel com o ministro e atualmente já não gosta tanto assim da condução da economia.

Ainda assim, a saída do ministro da Economia causaria instabilidade no curto prazo e sempre há o risco de vir um nome pior em termos de condução da dívida pública.

O terceiro ponto negativo é Bolsonaro, já de olho nas eleições de 2022, render-se a políticas populistas que impliquem maior gasto público.

O aumento da dívida pública e do risco fiscal, de novo, pode causar rebaixamento da nota de crédito do país pelas agências de rating.

Do ponto de vista econômico, o que você acha mais arriscado e prejudicial ao país? Deixe um comentário abaixo ou nas nossas redes sociais (YouTube e Instagram).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL