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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Cinco maneiras de o investidor pagar menos Imposto de Renda

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

06/04/2022 04h00

Declarar o Imposto de Renda é uma tarefa chata para a maioria dos brasileiros. Mas não tem como fugir disto: estamos no último mês para acertar as contas com o leão. A boa notícia é que há como pagar menos imposto, e não estou falando apenas de colocar despesas dedutíveis, como gastos om convênio médico. Abaixo, batemos um papo sobre isso com Luis Fernando Cabral, do Contador Trader.

Abaixo, separamos cinco situações que permitem economizar no pagamento de imposto.

Declarar prejuízos na bolsa

Quando se vendem ações com lucro em operações normais, o Imposto de Renda é de 15% sobre os ganhos. Ele só é cobrado, no entanto, se o lucro superar R$ 20 mil dentro do mesmo mês. Se tiver prejuízo, não há IR.

Pouca gente sabe, porém, que mesmo os prejuízos devem ser declarados. Isso porque os prejuízos acabam compensando os lucros e reduzindo a base tributável.

Se teve um prejuízo de R$ 3 mil em janeiro de 2021 e um lucro de R$ 25 mil em fevereiro, por exemplo, a base tributável diminui para R$ 22 mil.

Taxas de corretagem

Quando se compram e vendem ações é preciso pagar corretagem. Essas taxas podem ser abatidas na apuração do lucro.

Muitos investidores acabam calculando o lucro apenas com a diferença de preços entre o momento de compra e venda da ação, mas os custos também devem ser considerados.

Se a diferença entre compra e venda somou R$ 30 mil, mas os custos de corretagem ficaram em R$ 2 mil, no lançamento do programa da Receita Federal o que deve ser informado, na verdade, é R$ 28 mil.

VGBL e PGBL

Quando falamos de previdência privada, os planos PGBL oferecem uma vantagem tributária para quem faz a declaração no modelo completo: o contribuinte pode abater até 12% da renda tributável com valores que investir no PGBL.

Para ficar mais claro, vamos supor alguém que ganhou R$ 100 mil ao longo de 2021. Nesse caso, se investisse R$ 12 mil em um PGBL, diminuiria a renda tributável na declaração do Imposto de Renda para R$ 88 mil (e não mais os R$ 100 mil).

A pegadinha é que algumas pessoas não se atentam ao fato de que ultrapassaram o limite. Se investir R$ 15 mil em um PGBL, por exemplo, só conseguiria abater R$ 12 mil da base tributária. Seria mais interessante do ponto de vista tributário alocar os R$ 3 mil restantes em outros investimentos. Os próprios planos VGBL podem ser uma opção se a pessoa ainda quiser seguir na previdência privada.

Dividir a renda do aluguel

Se o contribuinte recebe aluguel, mas esse é fruto de um imóvel comprado em conjunto com a esposa ou marido e a renda é dividida, na hora de declarar podem dividir o valor para não inflar a renda de somente um dos dois.

A divisão pode, inclusive, não ser igual. Se um dos dois fica com 30% e o outro com 70% do valor, é isso que deve ser lançado na declaração.

Taxas podem ser abatidas

Assim como em ações, alguns custos do locador podem ser abatidos na hora de apurar o lucro. Caso o dono do imóvel alugado seja responsável por pagar o IPTU, o imposto é abatido do lucro.

Outra situação é a taxa paga à imobiliária. Se a pessoa recebe R$ 2000 de aluguel, mas paga R$ 200 de taxa, o valor a ser informado é R$ 1800.

Já declarou o Imposto de Renda ou deixou para a reta final? No Econoweek, há uma série especial para auxiliar os contribuintes: Guia do Imposto de Renda.

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