PUBLICIDADE
IPCA
1,06 Abr.2022
Topo

Econoweek

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

4 investimentos para quem quer sair da poupança

Conteúdo exclusivo para assinantes
Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

23/04/2022 04h00

Por que você ainda tem dinheiro na poupança: por preguiça, insegurança ou falta de conhecimento? Nenhuma das respostas é um bom motivo e explicamos o porquê no vídeo abaixo, assim como apresentamos quatro opções de investimentos para quem quer sair da caderneta.

Se você tem preguiça de procurar investimentos, na coluna vai descobrir que é fácil achar opções simples de investir. Se continua na poupança por insegurança, saiba que há opções até mais seguras que a caderneta. E se o problema é falta de conhecimento, minha dica é ir aos poucos e começar lendo o resumo abaixo.

Contas digitais

A primeira opção são as contas digitais. Nelas, você pode sacar dinheiro a qualquer dia e hora. Então, são uma boa alternativa.

Geralmente, essas contas digitais pegam o dinheiro que fica ali depositado e aplicam em um CDB. Em contrapartida, garantem uma rentabilidade que na maioria das vezes é de no mínimo 100% do CDI.

O CDI é uma taxa de juros que acompanha de perto a Selic, que é outra taxa.

Como na data publicação da coluna a taxa estava em 11,65% ao ano, isso significa que esta seria a rentabilidade de uma conta digital que pague 100% do CDI. Na poupança, o rendimento tem ficado em 7,31% ao ano.

Mas há uma diferença: ao contrário da poupança, nas contas digitais há cobrança de Imposto de Renda. Ainda assim, mesmo depois de você descontar o IR, a conta digital rende mais. Se pegar a maior taxa de IR, de 22,5%, a rentabilidade da conta digital ainda seria de 9,03% ao ano.

CDB

CDB é a sigla de Certificado de Depósito Bancário. Traduzindo, os CDBs são investimentos em que você empresta dinheiro ao banco e ele se compromete a devolver tudo acrescido de juros.

Há opções de investimento em que você vai ter que esperar um tempo para sacar o dinheiro, mas também aquelas nas quais o valor está disponível a todo momento.

Em uma busca no mercado, encontramos CDBs com liquidez diária que rendiam 110% do CDI, o que dá 12,81% ao ano. Depois do IR, a rentabilidade ficaria entre 9,9% e 10,9%, dependendo de quanto tempo você investir.

LCI

Outra opção são as LCIs, sigla de Letras de Crédito Imobiliário. É como se fosse um CDB, ou seja, você vai emprestar dinheiro ao banco. A diferença é que o banco só pode usar o valor para gerar créditos imobiliários a outras pessoas, como financiamento, crédito para reforma, entre outros.

Outra grande diferença é que não há Imposto de Renda. Não localizamos LCIs com liquidez diária, mas vale sempre confirmar isso na corretora.

Encontramos boas opções, como uma LCI que rendia 5,9% de juro fixo mais IPCA, que é um índice de inflação. Considerando que a inflação média nos últimos 10 anos ficou próxima de 6%, essa LCI pagaria em torno de 11,9% ao ano, sem Imposto de Renda.

Tesouro Selic

Falando do investimento queridinho do brasileiro, o Tesouro Direto reúne várias opções. Há alternativas prefixadas, outras pós-fixadas e ainda algumas que acompanham a inflação.

Vou focar no Tesouro Selic porque é a aplicação na qual você pode sacar o dinheiro antes da data final com praticamente nenhum risco de ver o valor menor. O Tesouro Selic 2027 vence em 2027 e rende mais: taxa Selic mais 0,1715%. Com a Selic de hoje, isso dá quase 12%.

A Selic muda a cada 45 dias, então sempre vale verificar em quanto ela está quando você for aplicar.

No Tesouro Direto há Imposto de Renda, mas mesmo depois de descontá-lo o investimento rende mais que a poupança: cerca de 10% ao ano, se você for o investidor paciente que aplica por pelo menos dois anos.

Qual escolher?

Dentro da renda fixa há muitas opções e realmente ficamos perdidos. Por isso fizemos um outro vídeo no qual explicamos a conta que você pode fazer para comparar uma aplicação prefixada com uma pós-fixada.