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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Conheça cinco investimentos para quem está dando os primeiros passos

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

09/04/2022 04h00

A variedade de investimentos é tamanha no mercado que muitos investidores acabam se confundindo. Pensando nisso, separamos cinco investimentos dos quais ouvimos falar quando estamos começando. Já adianto que um deles não vale a pena.

Poupança

Talvez você tenha estranhado falarmos de poupança, pois já ouviu por aí que ela não é um investimento. Na verdade, a caderneta é sim classificada como um investimento, mas o que acontece é que é uma má aplicação.

A poupança pode render de duas maneiras, a depender de quanto está a taxa básica de juros, a Selic. Se esta estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic.

Se estiver acima, o rendimento é de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial, uma taxa que ficou zerada por muito tempo (desde 2018), mas que nos últimos meses saiu do zero.

Na prática, como a Selic está acima de 8,5%, vale a segunda regra. Com isso, o retorno da poupança fica em pelo menos 6,17% ao ano.

Outra desvantagem da poupança é a periodicidade do rendimento: só a cada 30 dias, no "mêsversário", o retorno cai na conta. Em outras palavras, se sacar antes de 30 dias, perde a rentabilidade desse intervalo.

Por isso, não vale a pena manter o investimento na poupança. Ter dinheiro guardado ali é melhor que nada, afinal muitos brasileiros não conseguem economizar.

A poupança tem liquidez, o que significa que você pode sacar o dinheiro a qualquer hora, é acessível e tem segurança, mas hoje em dia há opções melhores.

Contas remuneradas

As contas digitais remuneradas são a primeira opção que separamos aqui para quem quer sair da poupança. Há muitas alternativas no mercado.

Muitos têm começado a fazer a reserva de emergência por lá porque essas contas têm liquidez igual à poupança, o que significa que você pode sacar em qualquer dia que precisar.

Além disso, tem segurança. Em muitas delas o seu dinheiro é investido em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), investimentos que estão logo abaixo aqui na coluna.

Se não estiver em CDB, o dinheiro provavelmente foi aplicado em títulos públicos, o investimento mais seguro do país.

A rentabilidade é uma vantagem. A maioria das contas digitais tem pagado 100% da Selic ou até acima disso e essa já passa dos 10% ao ano.

Nesses investimentos, há cobrança de imposto de renda sobre a rentabilidade. Começa em 22,5% se sacar antes de seis meses e vai caindo até chegar em 15% da rentabilidade se sacar depois de dois anos.

Mesmo tendo imposto, as contas digitais rendem mais do que a poupança quando colocamos tudo na ponta do lápis.

Tesouro Direto

Outro investimento que rende mais e é bem popular entre quem está começando é o Tesouro Direto. Funciona como um empréstimo que você faz ao governo para construir hospital, pagar funcionário público, investir em educação, pagar juros da dívida, ou usar o dinheiro da maneira que quiser.

Como se trata do governo, é considerado o investimento mais seguro do Brasil.

Na data em que vai investir já fica sabendo quando vai receber o dinheiro de volta acrescido de juros.

Outro detalhe é que há três tipos de títulos públicos vendidos na plataforma do Tesouro Direto, conforme explicamos no vídeo acima.

CDBs

Tesouro Direto é o queridinho do brasileiro, mas há outro investimento que tem ficado bem famoso: os CDBs. É um tipo de investimento em que você empresta dinheiro para o banco e este se compromete a devolver o valor depois de um tempo, acrescido de juros.

Detalhe importante é que tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Então, se esse banco emissor do CDB quebrar, o FGC devolve o dinheiro em até R$ 250 mil por instituição, limitado a R$ 1 milhão no total.

Assim como no Tesouro, há Imposto de Renda sobre a rentabilidade.

LCI

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) são bem parecidas com CDBs quando você pensa para onde o dinheiro é direcionado. Você está emprestando seu dinheiro para um banco, mas aí começam as diferenças.

A primeira delas é que o banco não pode usar seu dinheiro de qualquer jeito. Ele vai transformá-lo em crédito imobiliário, como financiamento, crédito para reforma de imóvel, compra de terreno, entre outros.

A segunda diferença é que não tem Imposto de Renda, como em outras aplicações de renda fixa. Isso não significa que a LCI sempre é mais vantajosa do que o CDB. Tudo depende da taxa de rentabilidade oferecida.

Vamos supor que consiga um CDB de 130% do CDI e entre as LCIs encontre algo que pague 130. Neste caso, fica muito claro que a LCI leva vantagem, afinal não tem imposto. Mas se achar uma LCI que pague 105%, qual investimento será mais vantajoso?

É preciso calcular. Para um CDB de 130% do CDI, a taxa equivalente na LCI é de 110,5%. Ou seja, se achar alguma LCI que pague acima disso, o investimento já passa a valer a pena.

Viver de renda

Mesmo que comece aplicando pouco dinheiro, tenha a disciplina de investir sempre neste começo. Você ainda está na fase de acumular patrimônio. Se tiver sucesso nela, pode até um dia viver de renda.

Há alguns investimentos específicos, inclusive, que são voltados para quem quer viver dos próprios rendimentos, conforme contamos no vídeo abaixo.