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Nina Silva

O Boom dos Streaming, o novo normal

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Nina Silva

Executiva em Tecnologia há mais de 20 anos, especializada em gestão de projetos internacionais e transformação digital. Nina é empresária, escritora, mentora para negócios e palestrante. CEO e uma das fundadoras do Movimento Black Money, Nina foi considerada pela UOL Universa uma das 19 mulheres de 2019, pela Forbes em 2019 uma das 20 Mulheres Mais Poderosas do Brasil e pela MIPAD (Most Influential People of African Descent) como uma das 100 afrodescendentes mais influentes do mundo abaixo de 40 anos.

24/12/2020 20h29

Em 2020 ficamos muito mais conectados e interativos. A pandemia nos isolou mas não restringiu nossa comunicação, pelo contrário nunca se viu tanta circulação de dados quanto nos últimos meses. Mesmo em casa vimos uma expansão diferente no campo do entretenimento, os serviços de streaming cresceram e se consolidaram representando hoje a segunda maior audiência do mercado de entretenimento brasileiro. Mas o que o brasileiro quer assistir ou melhor, interagir?

As gigantes Netflix, Amazon Prime Video e outros acumularam, nos primeiros 3 meses da quarentena, 15% de market share e uma média de sete pontos no Ibope, um total que só é superado pelos números da Globo, com 15 pontos e 32,6% de participação no mercado -- todas as outras emissoras em posição inferior no ranking.
Pesquisa realizada pela divisão de Mídia da Nielsen Brasil em parceria com a Toluna, com foco em hábitos e tendências do consumo digital, revela que 42,8% dos brasileiros entrevistados assistem a conteúdos de streaming todos dias, enquanto outros 43,9% têm essa prática ao menos uma vez por semana.
Essa troca interativa auxilia os players a sugerir matches de programação do usuário a partir das principais buscas e maior engajamento de audiência daquela conta. O que estimula ainda mais o consumo, este que está pautado em entregas de valor ao cliente. O boom do streaming vai além de superar as novelas reprisadas ou a ausência dos jogos de futebol do primeiro semestre de 2020, a trajetória de crescimento exponencial se dá pela necessidade crescente dos indivíduos a tecnologias de fácil acesso, com mobilidade e flexibilidade de linha editorial. De programas ao vivo a longas séries sobre jornadas de ficção científica, percebe-se uma conexão entre interesses, objetivos e consumo em redes. O cliente além de se identificar quer se ver representado no discurso e na ação e é por isso que o streaming ameaça a audiência das grandes tvs, por ser uma via de mão dupla ou múltipla.
Mesmo com a expectativa da vacina e um possível retorno gradativo das atividades e relações presenciais os streaming ainda possuem espaço para crescimento. Antes mesmo da pandemia da Covid-19, que impôs o isolamento social, o Brasil já figurava entre os dez maiores mercados consumidores desses conteúdos no mundo. Com as restrições, os números do levantamento da Nielsen Brasil deixam ainda mais evidente que é um segmento em expansão no País.

A programação sob demanda traz consigo a inovação de conteúdos e formatos mais próximos da realidade e linguagem do consumidor. Exemplo disso é o novo streaming sendo lançado neste Natal (25/12/2020) , a Wolo TV que é primeira plataforma de streaming com conteúdo focado na população negra. Assuntos como cultura urbana, diversidade regional e de narrativas fazem parte do conteúdo exclusivo da Wolo TV . A plataforma, que representa 119 milhões de pessoas no Brasil, estreia com o lançamento da série de comédia "A Casa da Vó", produzida pela própria empresa. A série é estrelada pela cantora e atriz Margareth Menezes junto com os atores e influenciadores digitais Dum Ice, Johnny Kleiin, Jessica Cores, Dj Pelé, Sol Menezzes, Kiara Felippe, Jacy Lima Cadu Libonati, Diego Becker e conta também com a participação especial do Rapper Rincon Sapiência.
A Wolo TV tem como objetivo ser uma plataforma de streaming com a cara do Brasil. O país tem a maior população negra fora da África, entretanto, a comunidade negra ainda é sub-representada pela mídia brasileira. É o que lembra Leandro Lemos, CTO da Wolo TV: "A população negra consome em média 1.9 trilhão de reais por ano, mas ainda não vemos séries de TV que mostram famílias negras em posição de sucesso. É por isso que decidimos desenvolver um conteúdo audiovisual inovador e de alta qualidade que nos represente como população negra", ressalta. "No Brasil, um jovem negro é morto pela polícia a cada 23 minutos. Isso é real. O mundo não sabe disso. Para mudar essa realidade, precisamos mudar a política e a mídia. Estamos trabalhando com a Wolo TV para usar a tecnologia e a mídia para mudar como pessoas negras são representados por aqui", afirma Licinio Januário, ator e diretor que assina a série e ainda preenche a cadeira de COO na Wolo TV.
O lançamento da série será no dia 25 de dezembro na plataforma da Wolo TV. O primeiro episódio será gratuito e os quatro seguintes serão liberados mediante pagamento único à preço popular. Para assistir a série, os usuários precisarão acessar o site da Wolo TV no celular, tablet ou computador.

Outras séries e filmes originais da Wolo TV já estão em produção. Conteúdos próprios, vividos, narrados e realizados por quem conhece o seu público por fazer parte dele. A Wolo TV é um exemplo de que o streaming no Brasil tem tudo para assumir a dianteira na guerra por nossa audiência frente ao formato tradicional das grandes emissoras de TV. Em 2021 será o momento de pegar a pipoca e assistir essa jornada, que comecem os jogos!