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Cresce o comércio eletrônico durante pandemia; negocie com segurança

Andrea Piacquadio / Pexels
Imagem: Andrea Piacquadio / Pexels
Flávio Tasinaffo

A coluna Tudo Golpe é a extensão de um projeto criado por Flávio Tasinaffo com o objetivo de alertar e ajudar as pessoas a não caírem em golpes rotineiros. Siga também em facebook.com/tudogolpe e no Instagram @portaltudogolpe

19/08/2020 05h00

O fechamento dos shoppings centers e comércios de rua imposto pela pandemia do coronavirus transformou o hábito de compra dos brasileiros. Pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com a Konduto, empresa de análise de risco, apontou crescimento médio de 52% para o setor no período de março a maio, durante o isolamento social.

Com o aumento na oferta e na procura, é preciso redobrar os cuidados com a segurança. Conversamos sobre o tema com Beatriz Soares, gerente de produtos da OLX: "O usuário deve sempre desconfiar de ofertas muito atrativas como preços abaixo do mercado e condições de pagamento muito boas", alertou.

Consumidor mais atento

A boa notícia é que os clientes estão mais preocupados. Levantamento realizado pela OLX, entre os dias 17 e 22 de julho, identificou que segurança é o fator mais importante para 47% na hora de comprar. "A pandemia gerou um aumento do consumo online, natural pelo fechamento momentâneo do comércio tradicional. A variedade de modelos, ofertas e preços atrai, mas o consumidor busca ferramentas para estar seguro ao fazer essas transações", explicou Beatriz". A executiva recomendou alguns cuidados ao negociar na plataforma: "mantenha a negociação dentro do chat da OLX e jamais faça pagamentos antecipados".

Novos usuários

É notório que muitos passaram a comprar pela internet em função da pandemia. Outro estudo da OLX, realizado entre os dias 14 e 15 de julho, com mais de 17 mil usuários, relevou que 38% fizeram sua primeira compra depois de maio deste ano. Este mesmo levantamento concluiu que, entre os vendedores, 41% começaram a anunciar durante a pandemia. Este é um indicador que evidencia a dificuldade econômica pela qual passam muitas famílias: dentre todos que anunciaram, 28% o fizeram para levantar dinheiro para pagar contas e dívidas. "A crise impacta tanto quem compra quanto quem vende e observamos esse novo fluxo de usuários buscando maneiras acessíveis de atender suas necessidades de consumo ou gerar renda com objetos que estão sem uso em suas casas. Em julho, a OLX registrou um aumento de mais de 20% de usuários ativos na plataforma, em comparação ao período pré-Covid".

Outras dicas de segurança

Paradoxalmente a este movimento, o estudo da OLX demonstrou que 23% das pessoas sentem-se mais seguras se puderem encontrar o vendedor pessoalmente. De fato, há circunstâncias em que o ambiente virtual não é suficiente. Você não irá negociar um carro, por exemplo, apenas por telefone. Nestes casos, não coloque sua vida em risco; marque o encontro em locais públicos e movimentados.

Ao comprar em qualquer site, pergunte-se sempre: "será que esta oferta não é boa demais para ser verdade"?

Pesquise a reputação das empresas e dos vendedores, desconfie de links enviados por e-mail ou mensagem de celular, não faça pagamentos antecipados e tome muito cuidado com boletos bancários.

Se for vender um produto, independentemente da plataforma que você escolher, não confie em e-mails enviados pelo suposto comprador informando que o pagamento já foi efetuado e solicitando que você remeta a encomenda. Sempre confira se o valor realmente foi creditado e está disponível.

Fique muito atento com ligações de pessoas que se apresentam como funcionários destes sites e que solicitam a você um código SMS para ativação do seu anúncio. É golpe que visa a clonagem do seu WhatsApp, entre outras fraudes. As plataformas não ligam para pedir nenhum código.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.