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Dólar cai 1,5% e fecha a R$ 3,518, à espera de medidas do governo Temer

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial quebrou uma sequência de duas altas e fechou esta sexta-feira (20) em queda de 1,46%, cotado a R$ 3,518 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 0,21%. 

Com isso, o dólar encerra a semana com baixa de 0,15%. A moeda acumula ganho de 2,27% no mês e desvalorização de 10,89% no ano.

Cenário político

Operadores continuavam à espera de novas pistas sobre a estratégia econômica que será efetivamente adotada pela equipe do presidente interino Michel Temer (PMDB).

A indicação de Pedro Parente para presidir a Petrobras foi bem recebida pelo mercado, mas operadores ainda aguardam por medidas concretas.

"A primeira semana do governo em exercício termina sem qualquer medida sobre o que será feito para reverter o quadro degradante da economia brasileira", disse, à agência de notícias Reuters, o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

Logo após o fechamento do mercado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve anunciar a previsão de rombo fiscal para este ano. Na segunda-feira, Temer deve ir ao Senado apresentar a previsão de rombo nas contas públicas para este ano.

Sem atuação do BC

A ausência de atuação do Banco Central também influenciou a cotação da moeda norte-americana. Pelo segundo dia seguido, o BC não fez leilões de swap cambial reverso, que equivalem à compra futura de dólares.

Dólar mais baixo tende a prejudicar a atividade de exportadores ao encarecer produtos brasileiros. Por outro lado, o dólar forte pode pesar sobre a inflação local.

Juros nos EUA

Ainda sob o radar dos investidores estava a possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos em junho. A ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) e declarações de seus executivos criaram expectativas de nova alta no próximo mês.

Altas de juros nos EUA podem atrair para lá capitais atualmente aplicados em mercados mais arriscados e que pagam juros mais altos, como o Brasil. Com menos dólares por aqui, a tendência é a moeda ficar mais cara.

(Com Reuters)

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