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Dólar cai 1,74% e fecha a R$ 3,525, maior queda desde 19 de abril

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta sexta-feira (3) em queda de 1,74%, cotado a R$ 3,525 na venda. É a maior queda percentual diária desde 19 de abril, quando a moeda norte-americana caiu 1,92%.

Também é o menor valor de fechamento em duas semanas. Em 20 de maio, o dólar terminou o dia valendo R$ 3,518.

Com isso, o dólar encerra a semana com desvalorização de 2,38%. No ano, a queda acumulada é de 10,72%.

Na véspera, a moeda norte-americana havia ficado praticamente estável, com leve queda de 0,01%.

Emprego nos EUA

O dólar foi influenciado, principalmente, pelos números da criação de emprego nos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado por analistas. Os EUA criaram em maio 38 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola, pior resultado desde setembro de 2010. 

Os dados indicam uma desaceleração no mercado de trabalho dos EUA, o que pode tornar mais difícil para o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) subir os juros do país.

"Tudo sugeria que o Fed podia subir juros muito em breve. Esse dado bate de frente com essa trajetória", disse à agência de notícias Reuters o economista-chefe da INVX Global Asset Management, Eduardo Velho.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em países onde as taxas são maiores, como o Brasil. 

Crise política

No Brasil, investidores continuam preocupados com o cenário político. Na véspera, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), disse em entrevista ao SBT que não descarta recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas garantiu que qualquer aumento de impostos, se houver, será temporário.

O mercado tem visto como positivas as sinalizações do governo Temer para ajustar as contas públicas. No entanto, alguns investidores temem que o presidente interino enfrente dificuldades para avançar com a agenda no Congresso Nacional e aguardam mais medidas concretas.

"O fator local ainda está muito nebuloso, falta clareza. Muito depende da capacidade do governo de consertar as contas públicas e há muitas dúvidas sobre isso", disse o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional à Reuters.

(Com Reuters)

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