Dólar sobe 1,33% e fecha a R$ 3,21, após vitória de Trump nos EUA

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta quarta-feira (9) em alta de 1,33%, a R$ 3,21, após quatro quedas seguidas. 

Mesmo com a alta do dia, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 0,67% na semana. No mês, tem alta de 0,61% e, no ano, queda de 18,71%. 

Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 1,16%. 

Eleições nos EUA

O dólar foi influenciado nesta sessão pelas eleições nos Estados Unidos. O republicano Donald Trump venceu a democrata Hillary Clinton na disputa pela presidência. O resultado surpreendeu o mercado –que apostava na vitória de Hillary- e levou as Bolsas a caírem pelo mundo e o dólar a subir em relação a moedas de países emergentes, com destaque para o peso mexicano.

Nas quatro sessões anteriores, o dólar havia acumulado queda de 2,3% sobre o real com apostas de que Trump não sairia vitorioso da eleição.

Com o "susto", investidores preferiram colocar dinheiro em investimentos considerados mais seguros.

De uma maneira geral, Trump é considerado muito radical e deixou os mercados preocupados com possíveis mudanças na política econômica após sua vitória.

Discurso brando

Trump fez um discurso considerado conciliador após sua vitória, diferentemente do estilo agressivo adotado em toda a sua campanha, o que reduziu um pouco as preocupações dos mercados.

Apesar disso, os investidores devem continuar cautelosos até ter conhecimento do que de fato o presidente eleito vai conseguir colocar em prática das propostas radicais que anunciou em sua campanha.

Previsões

O pessimismo, no entanto, não deve durar muito, afirmam quatro analistas ouvidos pelo UOL: Mauro Calil, especialista em investimentos do banco Ourinvest; André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos; Ricardo Rocha, professor de Finanças do Insper; e Roberto Indech, analista da Rico Corretora.

"Havia uma expectativa nos mercados, e ela foi revertida. No curtíssimo prazo, o mercado reajusta os preços e se estressa, mas isso deve passar logo", diz Calil. "Devemos ter outro estresse quando ele assumir de fato, mas ele já foi mais conciliador hoje em seu discurso."

Atuações do BC

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro não fez seu tradicional de leilão de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares), para não gerar mais "pressão" de alta para o dólar.

(Com Reuters)

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