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Dólar sobe após três quedas, a R$ 4,154, de olho em eleição; Bolsa cai 2,3%

Do UOL, em São Paulo

11/09/2018 17h06Atualizada em 11/09/2018 17h23

dólar comercial fechou esta terça-feira (11) em alta de 1,48%, a R$ 4,154 na venda, após três quedas seguidas. Mais cedo, a moeda chegou a atingir R$ 4,181, mas depois desacelerou. Este é novamente o maior valor de fechamento do dólar desde 21 de janeiro de 2016 (R$ 4,166).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 2,33%, a 74.656,51 pontos, puxado principalmente por ações de bancos e da Petrobras.

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,26%, e a Bolsa ficou praticamente estável.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

O mercado reagia após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral (leia mais abaixo). Resultados de pesquisa normalmente causam preocupação no mercado e abrem espaço para especulação. Além disso, investidores seguem de olho no cenário externo. 

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Cautela com eleições

Investidores continuam atentos ao cenário político. A última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira (10), mostrou que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, manteve a liderança na corrida presidencial, com 24% das intenções de voto (ante 22% na pesquisa anterior).

A pesquisa também mostrou avanço de Ciro Gomes (PDT), de 10% para 13%, e de Fernando Haddad, que deve ser confirmado nesta tarde candidato do PT no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva, que passou de 4% para 9%. Geraldo Alckmin (PSDB), o que mais agrada ao mercado, chegou a 10%, apenas um ponto percentual acima do último levantamento.

Até então, após Bolsonaro sofrer ataque a faca durante ato de campanha em Minas Gerais, na quinta-feira passada, o mercado acreditava que essa situação poderia enfraquecer a esquerda, cujos candidatos são tidos pelos investidores como menos cuidadosos com as contas públicas. 

Na visão do estrategista Juliano Ferreira, da BGC Liquidez, a pesquisa sugere que Bolsonaro segue com grandes chances de ir para o segundo turno, embora chance maior hoje é de ele perder a disputa na segunda rodada, independentemente de quem for o opositor.

Guerra comercial e atuação do BC

Os investidores também monitoravam o cenário externo, com as renovadas preocupações sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 3,270 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)