PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

Cotações

Dólar tem maior alta em mais de dois meses e fecha a R$ 3,831; Bolsa cai

Do UOL, em São Paulo

13/11/2018 17h08Atualizada em 13/11/2018 18h36

dólar comercial fechou esta terça-feira (13) em alta de 1,99%, cotado a R$ 3,831 na venda, no segundo avanço seguido. Essa é a maior alta percentual diária desde 21 de agosto (+2,01%) e o maior valor de fechamento da moeda desde 5 de outubro (R$ 3,857).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,71%, a 84.914,11 pontos, na segunda baixa consecutiva. Na véspera, o dólar subiu 0,55%, e a Bolsa caiu 0,14%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Leia também:

Petrobras e TIM despencam

As ações da Petrobras despencaram 4,61% e ficaram entre as maiores quedas do dia do Ibovespa, influenciadas pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional e pela expectativa da votação do projeto da cessão onerosa no Senado, que pode abrir caminho para um mega leilão do pré-sal. 

Os papéis da TIM também tiveram baixa (-4,55%), após a demissão do presidente-executivo da controladora Telecom Italia, Amos Genish, por discordâncias no conselho.

Também tiveram queda as ações do Bradesco (-1,8%), do Banco do Brasil (-1,14%) e do Itaú Unibanco (-0,37%). Por outro lado, os papéis da mineradora Vale (+2,59%) terminaram o dia em alta.

As ações da BR Distribuidora, que são negociadas fora do Ibovespa, fecharam em alta de 5,49%, após comentário do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, de que o governo Bolsonaro quer privatizar a unidade de distribuição de combustíveis controlada pela Petrobras.

Cenário político

Os investidores seguem atentos ao noticiário político brasileiro, após indicações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), sobre inviabilidade de votação da reforma da Previdência neste ano. Na véspera, Bolsonaro reconheceu que dificilmente a reforma da Previdência será aprovada em 2018.

"Por mais que o mercado precificasse (apostasse) que a reforma da Previdência não sairia este ano, havia alguma expectativa e, com ela caminhando para a não votação, gera algum desconforto", explicou à agência de notícias Reuters o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Syper.

Os investidores acompanham ainda indicações de nomes para a formação do futuro governo, com especial atenção sobre o comando do Banco Central.

Relações comerciais entre EUA e China

O mercado acompanha também o cenário externo, em dia de maior otimismo sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China. Na sexta-feira (9), o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, retomou as discussões com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, informou o jornal "The Wall Street Journal" citando fontes. 

Além disso, o "South China Morning Post" informou que Liu He pode visitar Washington para se preparar para as conversas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 na Argentina neste mês.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 5,44 bilhões do total de US$ 12,217 bilhões que vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

Cotações