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Dólar cai pelo 2º dia, a R$ 3,852; Bolsa bate menor nível em mais de 1 mês

Do UOL, em São Paulo

20/12/2018 17h12Atualizada em 20/12/2018 18h47

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (20) em queda de 0,53%, cotado a R$ 3,852 na venda, na segunda baixa seguida. É o menor valor de fechamento em mais de duas semanas: em 3 de dezembro, a moeda valia R$ 3,842.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou baixa de 0,47%, a 85.269,29 pontos, na segunda queda queda consecutiva. É o menor nível de fechamento em mais de um mês: em 13 de novembro, a Bolsa terminou o dia a 84.914,11 pontos. Na quarta-feira (19), o dólar caiu 0,73% e a Bolsa perdeu 1,08% .

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Petrobras cai mais de 3%

Entre as maiores quedas do dia, as ações da Petrobras caíram 3,42%, influenciadas pela desvalorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis da mineradora Vale (-0,4%) também registram perdas.

Por outro lado, as ações do Banco do Brasil (+0,64%) e do Bradesco (+0,53%) fecharam em alta, enquanto os papéis do Itaú Unibanco (-0,03%) ficaram praticamente estáveis. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Atuação do BC

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio ajudou a segurar o dólar em baixa nesta quinta-feira. O BC realizou novo leilão de linha (venda com compromisso de recompra) com oferta de US$ 1 bilhão. Foi o quarto leilão desse tipo em dezembro, sendo que o BC já havia feito dois outros no final de novembro.

Além disso, o BC vendeu nesta sessão 13,8 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, operação essa que vem sendo realizada diariamente. Desta forma, rolou US$ 9,681 bilhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final da semana que vem, terá feito a rolagem integral.

Juros nos EUA

No exterior, investidores estavam frustrados com a decisão sobre juros nos Estados Unidos. Na véspera, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) subiu a taxa pela quarta vez neste ano e reduziu a quantidade de aumentos previstos para o ano que vem, de três para dois.

A revisão, no entanto, não foi suficiente para aliviar os temores dos mercados sobre uma desaceleração econômica nos EUA em meio às tensões comerciais, ao enfraquecimento do impulso dado pelos cortes tributários e ao aperto das condições monetárias para as empresas.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente aplicados em outras economias, como a brasileira. Com isso, a tendência é que o dólar suba por aqui.

(Com Reuters)

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