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Apple despenca 10% e perde mais de um Bradesco em valor de mercado

Do UOL, em São Paulo

03/01/2019 20h01

As ações da Apple despencaram 9,96% nesta quinta-feira (3) e fecharam cotadas a US$ 142,19 na Bolsa de Nova York. Na véspera, os papéis da fabricante do iPhone valiam US$ 157,92.

Apenas nesta sessão, a Apple perdeu US$ 72,4 bilhões em valor de mercado, segundo cálculos da empresa de informações financeiras Economatica. Esse montante é superior ao valor de mercado do Bradesco (US$ 68,6 bilhões), segundo maior privado do Brasil.

Após o fechamento do mercado desta quinta-feira, o valor de mercado da Apple caiu para US$ 674,7 bilhões, contra US$ 749,3 bilhões no dia anterior, de acordo com a Economatica.

Em outubro do ano passado, a fabricante do iPhone chegou a valer US$ 1,12 trilhão, sendo a primeira empresa dos Estados Unidos a ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão. De lá para cá, seu valor de mercado teve queda de US$ 446,1 bilhões.

O valor de mercado de uma empresa é calculado ao multiplicar o valor de cada ação pelo total de papéis disponíveis no mercado.

Bolsas dos EUA também caem

As Bolsas dos Estados Unidos também fecharam em queda, influenciadas pelo desempenho das ações da Apple. O índices Dow Jones recuou 2,83%, a 22.686,22 pontos, o S&P 500 perdeu 2,48%, a 2.447,89 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 3,04%, a 6.463,50 pontos.

Carta de Tim Cook gerou queda

A queda das ações da Apple acontece um dia após a empresa revisar para baixo sua previsão de receitas para o primeiro trimestre. Em carta a investidores, o presidente-executivo da companhia, Tim Cook, estimou uma receita de US$ 84 bilhões, contra previsão anterior entre US$ 89 bilhões e US$ 93 bilhões. O resultado é preliminar.

Cook atribuiu os números a uma série de fatores, entre eles a desaceleração da economia chinesa. Como consequência, a estimativa de venda de iPhones, principal produto da marca e responsável por mais de 60% da receita da companhia, foi reduzida.

"Embora tenhamos antecipado alguns desafios nos principais mercados emergentes, não previmos a magnitude da desaceleração econômica, particularmente na Grande China", escreveu Cook.

(Com Reuters e Folha)

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