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Após três altas e valor recorde, dólar recua a R$ 4,249; Bolsa sobe 0,76%

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/02/2020 17h01Atualizada em 03/02/2020 18h25

O dólar comercial fechou em queda de 0,86% nesta segunda-feira, a R$ 4,249 na venda, interrompendo uma sequência de três altas seguidas. Foi a maior queda percentual diária registrada pela moeda norte-americana em 2020.

Na sexta-feira, o dólar subiu, fechou em valor recorde (R$ 4,286) e encerrou janeiro com a maior valorização para o mês em dez anos.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão em alta de 0,76%, aos 114.629,21 pontos. No ano, porém, o indicador acumula queda de 0,88%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, que precisam comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é mais alto.

Coronavírus ainda preocupa mercado

O surto de coronavírus na China permanece no radar dos investidores neste início de semana. Os mercados acionários do país asiático despencaram hoje na volta do feriado do Ano-Novo Lunar, após dez dias sem operação.

"A realidade imposta pelo surto do novo coronavírus tem apresentado motivos de sobra para o mercado se preocupar, tanto no curto quanto no médio prazo, sendo consensuais as apostas de sérios impactos negativos no desempenho da segunda maior economia global", disse em nota a corretora Commcor.

A Commcor destacou, no entanto, que uma recuperação nos mercados europeus e futuros norte-americanos mostram "algum sinal de resiliência" diante do surto de coronavírus.

Expectativa por reformas e Copom

No cenário doméstico, a XP Investimentos citou em nota a abertura do ano legislativo no Brasil —que marca a volta do funcionamento do Congresso em 2020— como foco dos investidores neste início de mês. As reformas administrativa e tributária, por exemplo, estão no centro das atenções.

A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), marcada para amanhã, também se destaca, com possibilidade de corte da Selic (hoje em 4,5%) a uma nova mínima histórica.

*Com Reuters

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