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Dólar sobe a R$ 4,286 e renova recorde nominal de fechamento; Bolsa recua

22.jan.2020 - Médicos transferem paciente com suspeita de coronavírus no hospital Rainha Elizabeth, em Hong Kong - Reuters
22.jan.2020 - Médicos transferem paciente com suspeita de coronavírus no hospital Rainha Elizabeth, em Hong Kong Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo

31/01/2020 17h01Atualizada em 31/01/2020 18h17

Depois de bater a máxima nominal (sem considerar a inflação) na véspera, o dólar comercial voltou a subir e encerrou a última sessão do mês a R$ 4,286 na venda. Com a alta de 0,63% registrada hoje, a moeda americana renova o recorde e acumula valorização de 6,8% frente ao real no ano.

Esta é a maior alta percentual para um mês de janeiro desde 2010. No acumulado da semana, o dólar subiu 2,39% —é a quinta semana consecutiva de alta.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Em casas de câmbio de São Paulo, por exemplo, o dólar em dinheiro vivo chega a custar R$ 4,51, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para quem compra no cartão pré-pago, o valor é ainda maior: R$ 4,73.

No caso de quem vai comprar euro, os preços chegam a R$ 5,01 no dinheiro e a R$ 5,24 no cartão pré-pago.

Os valores foram consultados pela reportagem do UOL no site MelhorCâmbio.com por volta das 14h desta sexta-feira.

Bolsa fecha janeiro em queda

O Ibovespa, por sua vez, encerrou o pregão em baixa de 1,53%, aos 113.760,57 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira chegou a bater recorde duas vezes no mês, mas também foi impactado pelo surto de coronavírus na China e terminou janeiro em queda acumulada de 1,63%.

É o patamar mais baixo registrado pelo indicador desde 17 de dezembro (112.615,66 pontos).

Surto de coronavírus ainda preocupa mercado

Investidores no mundo todo seguem atentos às notícias sobre o surto de coronavírus na China, que já causou 213 mortes e infectou quase 10 mil pessoas. A epidemia levanta preocupações quanto ao seu impacto sobre a segunda maior economia do mundo.

"Ainda há tensão pelo cenário de incerteza em relação ao coronavírus", avalia Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset. "O vírus pode prejudicar o comércio, afetar as viagens e tirar alguns pontos do crescimento chinês."

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e grande compradora de matérias-primas, grupo com importante peso na balança comercial brasileira. Ainda não se sabe se e de que forma o surto de coronavírus pode afetar as duas partes.

Reunião do Copom no radar

A aproximação da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), marcada para o próximo dia 4, também já está no radar dos investidores. Se o BC decidir por baixar a Selic (hoje em 4,50%) a uma nova mínima histórica, o mercado pode optar por investir em outro país.

"O Brasil já chegou a ter diferencial de juros de 10 pontos [percentuais]. Mas agora, com juros baixos, na hora de o investidor decidir se coloca seu dinheiro no país, ele vai para outro lugar com taxas maiores, com retorno maior", explica Alencastro.

*Com Reuters

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