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Dólar cai 2% e fecha vendido a R$ 5,72; Bolsa dispara 4,69%

Do UOL, em São Paulo

18/05/2020 17h24Atualizada em 18/05/2020 17h24

O dólar comercial fechou em queda de 2%, vendido a R$ 5,72. Foi o maior recuo desde o final de abril, quando caiu 2,94% no dia 29 do mês passado.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, saltou 4,69%, a 81.194,29 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Vacina em teste anima investidores

Dados promissores de um teste para possível vacina contra a covid-19 alimentavam o otimismo do mercado nos EUA hoje, enquanto os investidores também contavam com mais estímulo para resgatar a economia dos efeitos da pandemia.

No radar, estava a notícia de que uma vacina experimental contra a covid-19 da Moderna mostrou-se promissora em um pequeno estudo em estágio inicial.

Cenário otimista no exterior em meio a reaberturas

No exterior, o cenário segue mais otimista, em meio a reaberturas de grandes economias.

"Os claros esforços de reabertura econômica de nações que representaram importantes epicentros do coronavírus, como Itália, Espanha e EUA, (...) despertam o apetite ao risco dos investidores", disse em nota Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora.

Lojas, cabeleireiros e restaurantes da Itália reabriram as portas hoje, dando um passo para a recuperação econômica após um isolamento de 10 semanas.

Além disso, segundo Ricardo Filho, a alta nos preços do petróleo e um discurso menos pessimista do porta-voz do banco central dos EUA, Jerome Powell, ajudam a impulsionar ativos arriscados, como moedas emergentes.

Em entrevista ao programa da CBS "60 Minutes", o porta-voz disse que, caso não haja uma segunda onda de contaminação pelo coronavírus, a economia pode se recuperar no segundo semestre de 2020.

O assessor da Casa Branca Kevin Hassett também disse nesta segunda-feira que o governo dos EUA está preparado para adotar mais medidas se necessário para sustentar a economia do país durante o surto de coronavírus.

Incerteza com saída de Teich

O cenário interno, por sua vez, continua incerto após saída de Nelson Teich do cargo de ministro da Saúde e em meio a expectativas sobre o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria mostrado intenção de interferir na Polícia Federal por motivos pessoais.

Segundo analistas, as tensões políticas em Brasília —que se somam a ambiente de juros baixos e crescimento fraco— têm sido fator determinante para a disparada do dólar, que, no ano, já acumula alta de mais de 43%.

* Com Reuters

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