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Dólar fecha em alta de 0,78%, a R$ 5,643, após 2 quedas; Bolsa sobe 0,11%

No Brasil, investidores seguem de olho no impasse em torno do Orçamento - Marcos Brindicci
No Brasil, investidores seguem de olho no impasse em torno do Orçamento Imagem: Marcos Brindicci

Colaboração para o UOL*

07/04/2021 17h23Atualizada em 07/04/2021 18h22

O dólar fechou hoje em alta de 0,78% ante o real, cotado a R$ 5,643 na venda, após duas quedas seguidas. O movimento de alta foi ditado inicialmente pela tomada de fôlego da moeda no exterior a partir do fim da manhã e intensificado à tarde por novas declarações do presidente Jair Bolsonaro entendidas como ameaça de intervenção na Petrobras e críticas à vacinação.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Já o Ibovespa teve mais uma sessão instável enquanto agentes financeiros continuam no aguardo de definições relacionadas ao Orçamento e medidas contra a pandemia de coronavírus.

Hoje, o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira fechou em alta de 0,11%, a 117.623,58 pontos. Na mínima do pregão, atingiu 116.747,95 pontos.

Em abril, o Ibovespa acumula alta de 0,85%. Participantes do mercado têm atribuído a recente performance positiva do Ibovespa ao prognóstico de recuperação da economia global, puxada principalmente por Estados Unidos e China.

Política de preços da Petrobras

Bolsonaro afirmou hoje que o aumento do preço do gás anunciado pela Petrobras nesta semana, de 39%, é "inadmissível" e, apesar de dizer que não irá interferir na estatal, afirmou que a política de preços da empresa pode mudar.

Ele também disse que a pandemia está sendo usada politicamente "para derrubar o presidente" e criticou o foco na busca de uma vacina.

As falas do presidente rememoram temores de intervenção na Petrobras, que em fevereiro teve seu presidente demitido por Bolsonaro, o que causou expressiva reação negativa nos mercados. A saída posterior de André Brandão do comando do Banco do Brasil e a troca de membros do conselho em ambas as empresas reforçaram o mal-estar.

A Rio Bravo classificou esses eventos como "crises desnecessárias" e incluiu na lista a troca do ministro da Defesa em 31 de março, quando militares, lembra a casa, fazem uma "ordem do dia" exaltando o "movimento de 1964".

"Desta vez, entretanto, tudo adquiriu novas e perigosas tonalidades. O país está com os nervos à flor da pele", disseram especialistas da gestora em carta mensal.

Apesar dos riscos, alguns gestores têm considerado os preços do dólar cada vez mais esticados, o que pode aumentar chances de alguma correção, especialmente num momento em que o Banco Central eleva as taxas de juros.

"Sim, reconhecemos que a instabilidade política-econômica, que leva a questionamentos fiscais, tem sido um dos principais canais de desvalorização da moeda (o real)", disseram gestores da Kinea, lembrando que outro componente dessa equação são os juros reais negativos.

"A normalização dos juros, embora não seja um fator suficiente, é parte necessária para que o real se estabilize e convirja para um patamar mais condizente com a recente melhora nas contas externas."

A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) teve repercussão limitada nos mercados.

* Com informações da Reuters

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