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Dólar tem 5ª alta consecutiva e fecha a R$ 5,088; Bolsa cai 0,55%

O dólar comercial chegou hoje ao seu maior valor desde 11 de junho, quando fechou a sessão aos R$ 5,123 - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
O dólar comercial chegou hoje ao seu maior valor desde 11 de junho, quando fechou a sessão aos R$ 5,123 Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

05/07/2021 17h21Atualizada em 05/07/2021 18h11

Mantendo a tendência da semana passada, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,68%, cotado a R$ 5,088 na venda. É a quinta valorização consecutiva da moeda americana, que chegou hoje ao seu maior valor de fechamento desde 11 de junho, quando terminou a sessão aos R$ 5,123.

Em contrapartida, o Ibovespa voltou a cair após registrar forte alta na sexta-feira (2). O principal índice da Bolsa de Valores Brasileira (B3) abriu a semana em queda de 0,55%, aos 126.920,05 pontos, distanciando-se do recorde de 130.776,27 pontos alcançado em há cerca de um mês, em 7 de junho.

Em julho, o dólar já acumula ganhos de 2,30% frente ao real — o que contrasta com seu desempenho do mês passado, quando registrou forte queda de 4,82%. Já o Ibovespa se mantém praticamente estável, com ligeira alta de 0,09% neste mês, seguindo a trajetória positiva de junho (0,46%).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Feriado nos EUA...

O dia foi "calmo" e de baixa liquidez, já que os mercados dos Estados Unidos estiveram fechados devido ao feriado do Dia da Independência, celebrado ontem, como lembrou à Reuters Alexandre Netto, head de câmbio da Acqua-Vero Investimentos. Mas, daqui para frente, a atenção dos investidores estará voltada à divulgação da ata do último encontro do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano).

Segundo Netto, o mercado está em busca de pistas sobre quando haverá uma retirada de estímulos por parte do Fed, que tem potencial para ditar a movimentação dos mercados financeiros globais. Qualquer sinalização "hawkish" — austera, com juros mais altos e inflação mais controlada — pode atrair capital para os EUA e, consequentemente, impulsionar o dólar.

... atenção em Brasília

Já no Brasil, todos os olhares estavam voltados para Brasília, após mais um fim de semana de manifestações que pediam impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os protestos aconteceram um dia depois de a ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizar abertura de inquérito para investigar suposto crime de prevaricação de Bolsonaro no caso da vacina Covaxin.

Embora vários analistas tenham repetido que as chances de Bolsonaro enfrentar um impeachment são baixas no momento, a abertura de inquérito levanta a possibilidade de que o presidente não possa se candidatar em 2022 caso venha a ser incriminado, avaliou Alexandre Netto.

"Essa é uma prévia dos ruídos que podem vir com a corrida eleitoral", disse, ressaltando que, por ora, tudo indica que a disputa se dará entre dois candidatos vistos como populistas pelos investidores: Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com esses ruídos, acrescentou Netto, a tendência do dólar é permanecer acima de R$ 5.

(Com Reuters)

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