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Bolsa e dólar fecham quase estáveis; moeda encerra dia valendo R$ 5,486

No ano, o Ibovespa acumula queda de 7,11%, enquanto o dólar registra alta de 5,73% frente ao real - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
No ano, o Ibovespa acumula queda de 7,11%, enquanto o dólar registra alta de 5,73% frente ao real Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

06/10/2021 17h25Atualizada em 06/10/2021 18h31

Em dia sem grandes movimentações, o Ibovespa terminou a sessão praticamente estável, em leve alta de 0,09%, aos 110.559,57 pontos. É o segundo dia consecutivo de quase estabilidade registrado pelo principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), que ontem teve leve alta de 0,06%.

O dólar comercial também não teve grande variação em relação à véspera, encerrando a quarta-feira (6) em ligeira alta de 0,02%, cotado a R$ 5,486 na venda. Ainda que mínimos, os ganhos de hoje representam a terceira sessão positiva seguida para a moeda americana, que já soma valorização de 2,18% frente ao real na semana.

No ano, o Ibovespa acumula queda de 7,11%, enquanto o dólar registra alta de 5,73%. Ambos os resultados têm setembro como maior responsável: no mês passado, o índice caiu 6,57%, e a moeda americana subiu 5,30%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Varejo assustou

Dados divulgados pela manhã mostraram que as vendas no varejo brasileiro registraram queda de 3,1% em agosto na comparação com julho — resultado bem abaixo do esperado pelos mercados —, o que prejudicou o desempenho dos ativos domésticos no início da sessão, como explicou à Reuters Samuel Cunha, economista da H3 Invest.

A queda do Ibovespa, que chegou a ser de mais de 1%, só começou a ser revertida por volta das 14h, quando o índice passou a subir mais consistentemente. Foi mais ou menos neste horário que o real se recuperou, com o dólar devolvendo os ganhos da manhã.

Paralelamente, o Brasil segue com suas costumeiras incertezas locais, com atrasos e decepções na agenda de reformas do governo, risco fiscal e perspectiva de aumento da temperatura na política com a aproximação das eleições de 2022, disse Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos.

Ele espera que o dólar encerre o ano entre R$ 5,20 e R$ 5,30, podendo chegar a até R$ 5,70 no final de 2022, uma vez que, "historicamente, o dólar sobe em ano de eleição". Segundo Espírito Santo, até mesmo uma alta nos juros básicos da economia (Selic) — que, em tese, tende a beneficiar o real — terá impacto limitado sobre o câmbio, devendo apenas "ajudar a conter valorização maior" da moeda americana.

Hoje, a Selic está em 6,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2019.

(Com Reuters)

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