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Dólar tem 5ª alta, a R$ 5,609; Bolsa também sobe no dia, mas cai na semana

No mês, o dólar ainda acumula perdas de 0,66% frente ao real; já o Ibovespa caiu 0,45% no período - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
No mês, o dólar ainda acumula perdas de 0,66% frente ao real; já o Ibovespa caiu 0,45% no período Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

19/11/2021 17h23Atualizada em 19/11/2021 18h25

Com investidores de olho nos Estados Unidos, o dólar fechou a sexta-feira (19) em alta de 0,7%, cotado a R$ 5,609 na venda — maior valor em quase três semanas, desde 1º de novembro (R$ 5,67). É a quinta sessão seguida de ganhos para a moeda americana, que só nesta semana acumulou valorização de 2,79% frente ao real.

O Ibovespa, por sua vez, também registrou alta no dia — a primeira da semana. Com o salto de 0,59%, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) chegou aos 103.035,02 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. O resultado, porém, não foi suficiente para compensar as perdas da semana, período em que o indicador tombou 3,1%.

Em novembro, o dólar ainda acumula desvalorização de 0,66% frente ao real, enquanto o Ibovespa registra queda de 0,45%. Já no balanço de 2021, a situação é melhor para a moeda, que subiu 8,1%, e pior para o índice, que despencou 13,43% desde o início do ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mercado reage ao Fed

Ao longo da sessão, investidores repercutiram comentários de duas autoridades importantes do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), que defenderam uma aceleração no ritmo de redução dos estímulos à economia americana.

Mais cedo, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, disse que "pode muito bem ser apropriado" discutir apressar a redução das compras de títulos na próxima reunião da autoridade monetária, marcada para dezembro, enquanto o diretor Christopher Waller afirmou que o banco poderia dobrar o ritmo de corte nos estímulos já em janeiro — e, portanto, mais cedo do que o esperado.

Boa parte do mercado entende que a redução das compras de títulos pelo Fed anteciparia um aumento de juros (hoje próximos a zero) nos EUA, e juros mais altos por lá são amplamente vistos como benéficos para o dólar, porque elevariam a rentabilidade dos títulos americanos, vistos como seguros para investimentos.

Brasil preocupa

Paralelamente, também contribui para a alta do dólar o ambiente doméstico, que segue cheio de incertezas na frente fiscal, enquanto investidores acompanham o andamento da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios no Congresso brasileiro.

Vista por parte do mercado como a alternativa menos danosa às contas públicas, a PEC propõe adiar o pagamento de precatórios — dívidas judiciais da União —, além de mudar a dinâmica do teto de gastos. Segundo o texto, o limite seria determinado não mais pela inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior, como é hoje, mas pela taxa apurada nos 12 meses até dezembro do ano anterior.

Na prática, as mudanças trazidas pela PEC abrem espaço de R$ 91,6 bilhões para gastos em 2022, segundo o governo federal. Essa "folga" no Orçamento do ano que vem viabilizaria o pagamento do Auxilio Brasil, substituto do Bolsa Família. O novo programa prevê pagar R$ 400 a famílias vulneráveis até o fim de 2022 — ano de eleição —, e, por isso, é considerado como "eleitoreiro" pela oposição.

(Com Reuters)

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