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Bolsa cai 1,12% e fecha na casa dos 100 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,671

Dado Ruvic/Reuters
Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 17h29Atualizada em 01/12/2021 18h23

O Ibovespa caiu 1,12% hoje e fechou o dia aos 100.774 pontos. Esta é a segunda queda consecutiva do principal índice da Bolsa de Valores brasileira e o menor patamar em mais de um ano, desde 5 de novembro (100.751,40). O resultado acontece em meio a temores da nova variante do novo coronavírus e o debate da PEC dos Precatórios.

O dólar comercial subiu 0,63% hoje e terminou o dia cotado a R$ 5,671 na venda —o maior patamar desde 13 de abril, quando fechou em R$ 5,718. Esta é a quarta alta consecutiva da moeda norte-americana.

Com a movimentação de hoje, a moeda americana acumula 9,29% de alta ante ao real em 2021. Já o índice desvalorizou 15,33% neste ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Variante ômicron

Mais cedo, os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso da variante ômicron do coronavírus. A mutação gerou receio entre investidores, que temem que ela possa minar a retomada econômica global.

"O movimento é de correção nos mercados enquanto investidores reavaliam os riscos com a variante ômicron", disseram em relatório economistas do Bradesco.

A ômicron foi considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como "variante de preocupação", mas ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou letal que outras linhagens do coronavírus.

PEC dos Precatórios

No Brasil, o foco recaía sobre a PEC dos Precatórios, que, após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai agora ao plenário da Casa. Vários participantes do mercado mostravam otimismo em relação à aprovação da proposta.

"Num primeiro momento, o dólar e a bolsa reagiram negativamente (à elaboração da PEC), mas, por outro lado, ela dá fôlego extra para o governo" sem necessidade de adoção de medidas ainda mais prejudiciais do ponto de vista fiscal, disse à Reuters Bruno Mori, planejador financeiro CFP pela Planejar.

A perspectiva de aprovação da proposta é "o que está trazendo mais tranquilidade para os ativos domésticos hoje", afirmou ele.

A PEC dos Precatórios altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que abriria espaço fiscal para o pagamento de auxílio à população de 400 reais por família em 2022, ano eleitoral.

Saindo do Senado, Mori afirmou que a política monetária também é fator importante para a dinâmica do dólar nesta quarta-feira: "Com a perspectiva de juros mais altos aqui, a tendência é, por fundamento, o real se valorizar (com) a entrada de mais dinheiro do exterior para aplicação em renda fixa" no Brasil.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem seu próximo encontro na semana que vem, nos dias 7 e 8 de dezembro.

Mas também é necessário prestar atenção às sinalizações de outros bancos centrais, disse Mori, especialmente do Federal Reserve. O chair da autoridade monetária norte-americana indicou recentemente que a inflação não deve mais ser vista como transitória, o que elevou expectativas de aumentos de juros mais cedo do que o esperado na maior economia do mundo.

Da mesma forma que juros mais altos no Brasil elevam a atratividade da moeda local, taxas mais altas nos EUA tendem a impulsionar o dólar, explicou Mori.

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