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Dólar emenda 7ª alta e fecha a R$ 5,134; Eletrobras sobe, mas Bolsa cai

O dia foi pautado pela privatização da Eletrobras - Dado Ruvic/Reuters
O dia foi pautado pela privatização da Eletrobras Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

14/06/2022 17h24Atualizada em 14/06/2022 17h48

O dólar comercial emendou sua sétima alta, de 0,38%, e fechou cotado a R$ 5,134 na venda. É o maior valor do dólar em mais de um mês, desde 12 de maio (R$ 5,141). O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caiu 0,52% e encerrou aos 102.063,25 pontos —essa foi a oitava sessão consecutiva de perda. É o menor nível da Bolsa em cinco meses, desde 10 de janeiro (101.945,20 pontos).

As ações da Eletrobras subiram hoje, após queda ontem, na estreia da empresa privatizada na Bolsa. Hoje, o papel ELET3 avançou 3,47% (R$ 41,49), e o ELET6, 2,44% (R$ 40,34).

A privatização da Eletrobras, uma vitória do governo de Jair Bolsonaro (PL) foi oficializada em evento na sede da B3 nesta tarde.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

"Portas abertas" para nova alta de juros

O foco do mercado segue voltado para o que o Fed (Federal Reserve dos Estados Unidos) vai decidir e sinalizar ao fim da reunião de política monetária amanhã, mesma data de anúncio da nova taxa de juros no Brasil, definida pelo Copom (Conselho Monetário) do Banco Central brasileiro.

Os dados da inflação e as rápidas mudanças de visão nos mercados financeiros abriram as portas para um aumento da taxa de juros de 0,75 ponto percentual, maior do que o esperado antes.

É um movimento que as autoridades tinham minimizado nas últimas semanas conforme se aproximava a data da reunião que dura dois dias, mas que agora eles podem estar prontos para adotar em resposta aos dados que ainda não mostraram progresso em conter o ritmo dos aumentos de preços.

A possibilidade crescente de um movimento surpresa foi relatada na segunda-feira pelo Wall Street Journal, ajudando a impulsionar ainda mais as negociações em contratos futuros vinculados à política do Fed nessa direção.

As autoridades do Fed não falaram publicamente desde o início de seu período de silêncio em 4 de junho, e antes disso disseram que estavam se inclinando para um segundo aumento de 0,5 ponto no encontro de 14 e 15 de junho.

Mas dados do Departamento do Trabalho divulgados na sexta-feira mostraram uma aceleração da inflação dos preços ao consumidor em maio para 8,6% na base anual.

*Com Reuters

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